Ação policial na Rua
Morango desarticulou ponto de venda de entorpecentes que contava com sistema de
"olheiros" para monitorar viaturas.
RIO BRANCO, AC — Uma
operação das forças de segurança terminou com a prisão de um casal suspeito de
atuar no tráfico de drogas na noite de sexta-feira (10), na Rua Morango,
localizada no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco. A ação resultou na apreensão
de dezenas de porções de skank (supermaconha), dinheiro em espécie e farto
material utilizado na comercialização de entorpecentes.
Segundo informações
policiais, o local funcionava como um ponto de venda de drogas estruturado. As
investigações indicavam que o casal contava com o apoio de "olheiros"
— informantes posicionados estrategicamente para avisar sobre a aproximação de
viaturas, permitindo que a dupla escondesse a droga ou fugisse antes da chegada
das equipes.
Monitoramento e tentativa
de fuga
Diante das denúncias, os
militares montaram um cerco tático na região e passaram a monitorar o imóvel de
forma velada. Durante a vigilância, os policiais visualizaram os suspeitos na
área externa da residência e decidiram realizar a abordagem.
Ao notar a presença das
forças de segurança, o suspeito, identificado como Sandro, tentou escapar pelos
fundos do terreno carregando duas sacolas. No entanto, o cerco policial foi
eficiente e ele foi alcançado antes que conseguisse deixar o local. Na tentativa
de fuga, Sandro abandonou uma das sacolas e tentou ocultar a outra. Durante a
revista, os militares encontraram 75 invólucros de skank (39 em uma embalagem e
36 na outra).
Simultaneamente, a
comparsa, identificada como Eudes, foi abordada pelas equipes enquanto tentava
esconder uma terceira sacola. Com ela, foram apreendidas 18 trouxinhas de
skank, uma barra da mesma substância e uma porção contendo sementes da planta.
Diante das evidências, o
casal recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas e
associação para o tráfico. Ambos foram conduzidos, juntamente com todo o
material farto e o dinheiro apreendido, à Delegacia Central de Flagrantes
(DEFLA), onde foram tomados os procedimentos cabíveis. Os suspeitos permanecem
à disposição da Justiça.

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