RIO BRANCO — A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) iniciou oficialmente seu recesso parlamentar nesta sexta-feira (10) deixando pendente uma das votações mais importantes do ano: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2027. A proposta, que baliza as metas e as prioridades da administração estadual para o próximo ano, só deverá ser analisada após o retorno das atividades legislativas, previsto para o início de agosto.

O adiamento da votação foi confirmado pela Mesa Diretora da Casa. Com a mudança no calendário, os deputados estaduais encerram o primeiro semestre do ano legislativo sem concluir o rito de uma matéria que serve de base para a posterior elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) — o documento definitivo que detalha a previsão de receitas e despesas do Estado.

Prioridade no segundo semestre

Sem a aprovação da LDO, o projeto permanece na pauta da Aleac e deve abrir os trabalhos no segundo semestre. A expectativa nos bastidores do parlamento é de que a matéria seja tratada com celeridade e prioridade máxima na retomada de agosto, com o objetivo de evitar um efeito cascata de atrasos no planejamento financeiro e orçamentário do governo estadual.

Entenda a importância da LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias funciona como um elo entre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ela dita as regras, limites e prioridades para os gastos públicos do ano seguinte, orientando como o Poder Executivo deve aplicar os recursos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.

Estrutura administrativa e plantão de urgência

Apesar da suspensão das sessões ordinárias e das deliberações em plenário durante o período de recesso, a Assembleia Legislativa informou que a sua estrutura administrativa seguirá funcionando normalmente para atendimento ao público e serviços internos.

Além disso, para garantir a continuidade institucional e responder a eventuais demandas urgentes do Estado, uma comissão representativa de parlamentares permanecerá de plantão. Caso haja necessidade extrema ou convocação extraordinária por parte do governo, os deputados poderão ser acionados antes do prazo oficial de retorno em agosto.


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