Rio Branco, AC - Inaugurado
com a promessa de modernizar o trânsito e dar fluidez ao tráfego na capital
acreana, o recém-entregue Complexo Viário da Avenida Ceará tem sido alvo de
duras críticas por parte de quem depende do transporte coletivo. Moradores e
usuários denunciam que, com as obras, as antigas paradas de ônibus foram
retiradas e, até o momento, nenhuma nova estrutura foi instalada no local.
Sem abrigos ou assentos,
os passageiros se veem obrigados a esperar pelo transporte público em condições
precárias. A cena de pessoas aguardando o ônibus sentadas no meio-fio ou nas
calçadas comerciais, expostas ao sol escaldante e às chuvas repentinas, tornou-se
comum na região.
Idosos e pessoas com
mobilidade reduzida sofrem mais
A falta de acessibilidade
e de infraestrutura básica penaliza, principalmente, os usuários mais
vulneráveis. É o caso da aposentada de 68 anos, que utiliza a linha diariamente
para consultas médicas.
"É uma humilhação com a gente que é idoso. A gente passa quase uma hora em pé porque não tem onde sentar, e se chover, não tem para onde correr. Inauguraram uma obra bonita para os carros, mas esqueceram de quem anda de ônibus", desabafa.
Além do desconforto, a
segurança é outra preocupação. Sem um recuo sinalizado ou uma estrutura que
delimite o ponto de embarque, passageiros e motoristas dividem o espaço de
forma improvisada em uma das avenidas mais movimentadas de Rio Branco.
Frota reduzida agrava o
tempo de espera
O problema da falta de paradas
ganha contornos ainda mais graves diante de uma crise antiga que afeta o
transporte público da capital: a frota reduzida. Com menos ônibus circulando
nos bairros, os intervalos entre as viagens aumentaram consideravelmente.
Quanto mais o ônibus
demora, mais tempo o cidadão fica vulnerável ao clima na calçada.
A população cobra uma
resposta imediata da Prefeitura de Rio Branco e da Superintendência Municipal
de Transportes e Trânsito (RBTRANS) para a instalação de novos abrigos que
ofereçam o mínimo de conforto e dignidade.
Até o fechamento desta reportagem, o espaço segue aberto para o posicionamento oficial dos órgãos competentes sobre o cronograma de instalação das novas paradas no Complexo Viário e as medidas para mitigar a falta de ônibus na região.


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