Em uma ação integrada
entre as delegacias de Acrelândia e Tarauacá, a Polícia Civil do Acre (PCAC)
cumpriu mais um mandado de prisão relacionado a um homicídio ocorrido em 12 de
outubro de 2010, no Ramal da Gata, zona rural do município de Acrelândia. A
Delegacia de Acrelândia foi responsável pela condução das investigações e pela
coleta de informações que permitiram localizar a investigada, enquanto a
Delegacia de Tarauacá atuou no cumprimento do mandado de prisão em sua área de
circunscrição.
De acordo com as
investigações conduzidas à época dos fatos, a vítima, José Juca, residia em uma
colônia localizada no Ramal da Gata, onde atuava como caseiro. Testemunhas
relataram que, após retornar de uma viagem a Rio Branco, o homem passou a viver
com uma jovem identificada como Maria do Carmo da Silva. Durante as apurações,
surgiram relatos de que a mulher teria sido criada pela vítima desde a
adolescência e que a relação entre ambos era marcada por conflitos decorrentes
de insistentes investidas de cunho sexual por parte de José Juca.
Ainda segundo os autos do
inquérito policial, no dia do crime houve um desentendimento entre os dois,
ocasião em que a vítima teria tentado forçar uma relação sexual. Conforme a
investigação, Maria do Carmo teria se apoderado de uma espingarda e efetuado um
disparo que atingiu a cabeça de José Juca. Mesmo ferido, ele conseguiu buscar
ajuda na residência de um vizinho e foi encaminhado ao hospital, mas não
resistiu aos ferimentos. Na ocasião, a suspeita foi interrogada e negou a
autoria do disparo, alegando que a própria vítima teria efetuado o tiro contra
si mesma.
Após o crime, a
investigada deixou o local e permaneceu foragida. Recentemente, a equipe de
investigadores da Delegacia-Geral de Acrelândia retomou as diligências e, após
18 dias de investigação ininterrupta, conseguiu localizar Maria do Carmo em um
seringal na região de Tarauacá, onde foi dado cumprimento ao mandado de prisão.
Com a captura da foragida, a Polícia Civil reafirma seu compromisso com a
elucidação de crimes graves e a efetivação das decisões da Justiça,
independentemente do tempo transcorrido desde a ocorrência dos fatos.

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