Os crimes ocorreram quase
de forma simultânea em pontos diferentes do bairro; a principal linha de
investigação da polícia é disputa por território entre facções.
Brasiléia, AC — A noite
desta quinta-feira (18) foi marcada pela violência e pelo medo no município de
Brasiléia, na região do Alto Acre. Dois homens foram executados a tiros em
pontos distintos do bairro Leonardo Barbosa, por volta das 22h. A Polícia Civil
trabalha com a hipótese inicial de acerto de contas motivado pela guerra por
território entre grupos criminosos que atuam na fronteira.
Execução em frente à
escola municipal
O primeiro homicídio
registrado assustou os moradores que residem nas proximidades da Escola
Municipal Elson Dias Dantas. Relatos iniciais apontam que diversos disparos de
arma de fogo foram ouvidos na região.
Pouco tempo após os
tiros, o corpo de um homem, com idade aparente entre 20 e 30 anos, foi
encontrado caído logo em frente ao portão da unidade de ensino.
Detalhes da perícia:
Durante os primeiros procedimentos no local, peritos identificaram uma única
perfuração nas costas, do lado esquerdo do corpo, sem sangramento externo
abundante, levantando a suspeita de que o projétil tenha atingido o coração.
A polícia informou que a
vítima, que ainda não teve a identidade formalmente divulgada, era monitorada
pela Justiça por meio de tornozeleira eletrônica.
Segunda vítima a poucos
metros do primeiro crime
A poucos metros dali, a
violência fez mais uma vítima quase no mesmo instante. Um homem de 27 anos, foi
emboscado e baleado nas proximidades de uma distribuidora de bebidas local.
Ao contrário da primeira
vítima, foi alvo de múltiplos disparos que atingiram regiões vitais como a
cabeça, o peito e o ombro. Ele não resistiu aos ferimentos e caiu já sem vida
na calçada do estabelecimento.
Investigação e cenário de
guerra
Uma equipe do Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ser acionada para prestar
socorro, mas os socorristas puderam apenas constatar o óbito de ambos os
homens.
A Polícia Militar isolou
as duas cenas do crime para o trabalho da perícia técnica e do Instituto Médico
Legal (IML), que recolheu os corpos para a realização de exames cadavéricos.

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