A defesa da médica Laura Helena Saldivar manifestou-se de forma contundente contra a recente decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Os advogados ressaltam que o caso está longe de um desfecho definitivo e reafirmam a total inocência da profissional, sustentando que a decisão colegiada é passível de modificação devido a equívocos processuais no recurso movido pelo Ministério Público.

Absolvição em primeiro grau evidenciou falta de provas

O ponto central defendido pela equipe jurídica é a sentença de primeira instância, proferida pela 3ª Vara Criminal de Rio Branco. Na ocasião, o magistrado que acompanhou diretamente toda a instrução processual e ouviu as partes envolvidas absolveu categoricamente a médica, reconhecendo a total ausência de provas seguras e robustas que pudessem sustentar uma condenação.

A médica discutiu com um responsável pela guarita do INTO, após ele não permitir que ela guardasse o carro no estacionamento. Chovia muito no momento, e a médica acionou a chefia do setor para formalizar uma reclamação, explicando que seria constrangedor deixar o veículo ali e seguir a pé debaixo de chuva.

O terceirizado que acusa a médica se juntou a outros dois colegas e apresentou uma versão contraditória, afirmando ter sido xingado com termos racistas.

A defesa enfatiza que a acusação inicial se baseia majoritariamente em relatos indiretos de terceiros sobre o que supostamente teriam ouvido durante uma discussão no estacionamento de uma unidade de saúde em Rio Branco.  Tais versões demonstraram-se divergentes e carentes de confirmação em juízo sob o crivo do contraditório. Além disso, a médica estava acompanhada de testemunhas presenciais que corroboram sua versão e negam veementemente a ocorrência de qualquer injúria racial, uma postura que, certamente, não condiz com o seu histórico profissional e sua vida social.

Os advogados esclarecem à opinião pública que a decisão divulgada nesta semana não transitou em julgado. Não há, portanto, aplicação ou cumprimento de qualquer pena restritiva de liberdade. > "A decisão não é definitiva. Adotaremos todas as medidas jurídicas cabíveis e pertinentes, inclusive perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), para buscar a revisão integral do julgamento e o restabelecimento da justiça com o reconhecimento da inocência da Dra. Laura Helena", informou a nota da defesa.

A linha técnica de atuação perante os tribunais superiores focará na demonstração de que o acórdão incorreu em contradições e omissões, carecendo de correlação real entre os fatos narrados e as provas produzidas, além da total ausência de dolo específico.

Histórico ilibado e suspeita de extorsão

Diante do cenário, a Dra. Laura Helena Saldivar permanece tranquila quanto à sua inocência, e segue exercendo suas atividades médicas regularmente e mantém uma trajetória pautada pelo respeito absoluto a pacientes, colaboradores e colegas de profissão, sem qualquer histórico anterior de conduta discriminatória.


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