RIO BRANCO — O cenário
político acreano ganhou novos capítulos de forte tensão com as recentes
declarações do senador Márcio Bittar. Em tom de forte confrontação, Bittar
subiu o tom contra o ex-governador e ex-senador Jorge Viana (PT),
classificando-o como "falso" e acusando o Partido dos Trabalhadores
de tentar reescrever a história recente do estado de olho nos próximos pleitos
eleitorais.
Segundo Bittar, após
passar anos no comando do Executivo e do Legislativo, Jorge Viana agora retorna
ao Acre com um discurso que tenta desvincular o partido da atual realidade
socioeconômica do estado. Na visão do parlamentar, o petista tenta convencer a
população de que os problemas estruturais do Acre surgiram recentemente,
ignorando as mais de duas décadas em que sua sigla esteve no poder.
"Depois de anos no
poder, Jorge Viana volta ao Acre tentando convencer a população de que os
problemas do estado começaram ontem", disparou Bittar.
O senador também criticou
o distanciamento das lideranças petistas em relação ao cotidiano local,
afirmando que a maioria dos quadros do partido se mudou do estado após deixarem
os cargos públicos. "O pessoal do PT, a maioria foi embora. Alguns só
aparecem aqui em época de eleição", completou.
O Gargalo da BR-364
O principal alvo das
críticas de Bittar para ilustrar o que chama de "falta de memória"
foi a situação da BR-364, principal rodovia de integração do Acre. A estrada,
que historicamente sofre com problemas de infraestrutura e isolamento no
inverno amazônico, virou o epicentro do debate sobre herança política.
Bittar rebateu o discurso
de que o sucateamento da rodovia seja um problema exclusivo das gestões que
sucederam o PT.
“Mas os acreanos têm
memória. A BR-364 já estava abandonada quando o PT governava o Acre e o Brasil.
As promessas de recuperação se repetem há décadas, enquanto a população
continua enfrentando buracos, isolamento e prejuízos”, afirmou o senador.
Contexto e Desdobramentos
A fala de Márcio Bittar
reflete a antecipação do debate eleitoral no Acre, onde a infraestrutura e o
balanço das gestões passadas continuam sendo os principais combustíveis para a
polarização entre a direita e a esquerda local. Até o fechamento desta matéria,
a assessoria de Jorge Viana não havia se pronunciado oficialmente sobre as
declarações de Bittar. O espaço segue aberto para manifestações.

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