GUAYARAMERÍN (BOLÍVIA) – A noite desta quinta-feira (19) foi marcada pela violência em Guayaramerín, no departamento de Beni, fronteira com o Brasil. O brasileiro Luís G. V. S., de 22 anos, natural de Rondônia, foi executado com vários tiros em uma praça pública movimentada. O crime, cometido perante testemunhas, levanta suspeitas de acerto de contas e traz à tona o histórico criminal da vítima em solo brasileiro.

O Ataque e a Fuga

De acordo com relatos de testemunhas e vídeos registrados por moradores de prédios vizinhos, criminosos chegaram ao local em um carro e abriram fogo contra Luís. Os disparos atingiram principalmente a região da cabeça, impossibilitando qualquer chance de socorro.

Após a execução, os atiradores fugiram rapidamente. Pouco tempo depois, o veículo utilizado no atentado foi localizado pelas autoridades bolivianas em chamas. A polícia acredita que o grupo incendiou o carro propositalmente para destruir vestígios de DNA e outras evidências periciais.

Conexão com Crime em Porto Velho

A identificação de Luís trouxe à memória um crime que chocou a capital rondoniense há cerca de quatro anos. Ele era apontado como um dos envolvidos na morte de um estudante de apenas 13 anos, assassinado com um tiro na cabeça em agosto de 2022, no bairro São Cristóvão, em Porto Velho.

Na época do crime em Porto Velho, Luís teve a prisão preventiva decretada e foi considerado foragido. No entanto, sua defesa obteve posteriormente um contramandado que anulou a ordem de prisão.

Além da investigação por homicídio, o jovem possuía antecedentes por receptação e furto de veículos. Segundo a polícia, ele faria parte de um esquema de envio de carros roubados do Brasil para o território boliviano.

As autoridades da Bolívia trabalham com a hipótese principal de execução por acerto de contas. O "modus operandi" — tiros na cabeça e destruição do veículo de fuga — é característico de crimes por encomenda ligados ao narcotráfico ou disputas entre facções que atuam na fronteira.

Até o momento, ninguém foi preso. A polícia de Guayaramerín mantém contato com as autoridades brasileiras em Guajará-Mirim para trocar informações que possam levar aos autores do crime.



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