RIO BRANCO – Em uma entrevista marcada pela franqueza, o governador Gladson Cameli quebrou o silêncio sobre as recentes baixas em sua base aliada e a saída de figuras ocupando cargos de confiança. Com um discurso focado em lealdade e gestão, Cameli foi enfático ao afirmar que nenhum parlamentar ou aliado pode reclamar de abandono por parte do Palácio Rio Branco.

Recorde em Emendas: R$ 5 Milhões por Parlamentar

Um dos pontos altos da fala do governador foi o lembrete sobre o suporte financeiro dado ao Poder Legislativo. Gladson questionou, de forma retórica, qual outro governo teria garantido tamanha autonomia e recursos aos deputados estaduais.

"Qual foi o governo que deu mais de R$ 5 milhões em emendas parlamentares para cada deputado estadual? Tenham certeza de que não foi por falta de apoio do governo a cada parlamentar que houve qualquer distanciamento", afirmou o governador.

Os valores citados reforçam a estratégia do governo em descentralizar o orçamento, permitindo que os deputados levem benefícios diretos às suas bases, o que, na visão de Cameli, elimina o argumento de "negligência política".

O Caso Fernanda Hassem e a Coerência Política

O governador também confirmou que recebeu e acolheu o pedido de exoneração da ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, que ocupava cargo na gestão estadual. O documento já foi encaminhado à Casa Civil para os trâmites legais.

Sem citar nomes diretamente, mas enviando um recado claro, Cameli criticou o que chamou de "conveniência política". Para o gestor, não é aceitável que aliados usufruam da estrutura governamental por anos e abandonem o barco no momento das definições estratégicas.

A crítica: "O que não dá é para passar três anos usufruindo e, na hora do 'vamos ver', sair."

O acolhimento: O governador afirmou que respeita a decisão de quem quer seguir outro caminho e, por isso, aceitou o pedido de Hassem prontamente.

Novos Desligamentos no Horizonte

A reforma silenciosa na base do governo pode não parar por aqui. Gladson Cameli não descartou novos desligamentos nos próximos dias. O critério parece ser a reciprocidade: quem não estiver alinhado com o projeto do governo para o futuro, terá a porta de saída aberta.

"Quem saiu, não foi expulso. Saiu porque quis", finalizou o governador, deixando claro que a prioridade agora é manter ao seu lado apenas quem demonstra compromisso integral com a gestão.


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