RIO BRANCO – O que
deveria ser um acesso estratégico entre o bairro Taquari e a Via Verde
tornou-se um cenário de isolamento e indignação. Moradores do Ramal Menino
Jesus procuraram a reportagem para manifestar o sentimento de revolta contra o
poder público. Entre lamaçais, mato alto e a ausência de infraestrutura básica,
a comunidade afirma que foi "apagada do mapa" pelas autoridades.
Um cenário de guerra no
dia a dia
Caminhar pelo ramal é um
desafio que exige paciência e, muitas vezes, botas de borracha. Com o período
de chuvas, os buracos se transformaram em atoleiros que impedem a passagem de
veículos de passeio e dificultam até o tráfego de motocicletas.
"Parece que viraram
as costas para a periferia. A gente paga imposto, mas na hora de ver o
benefício, o asfalto para lá no centro e aqui sobra apenas a lama e o
descaso", desabafa um morador que preferiu não se, mas que vive na região
há mais de dez anos.
Os principais pontos da
denúncia:
Acesso bloqueado: O mato avançou sobre a pista, estreitando o caminho e escondendo perigos.
Insegurança: A falta de
iluminação pública e o matagal facilitam a ação de criminosos, deixando as
famílias em constante estado de alerta.
Isolamento: Veículos de
serviços essenciais, como ambulâncias e viaturas de polícia, enfrentam sérias
dificuldades para entrar no ramal em casos de emergência.
O clamor por dignidade
A sensação geral é de que
existe uma "cidade invisível" para os gestores públicos. Enquanto
grandes avenidas recebem manutenção constante, o Ramal Menino Jesus agoniza. Os
moradores clamam por uma intervenção imediata — seja com um trabalho de
piçarramento, limpeza do mato ou a pavimentação definitiva que prometa
integrar, de fato, o Taquari à Via Verde.
O povo não pede luxo,
pede direito de ir e vir. Até o fechamento desta matéria, nenhuma equipe de
obras foi avistada na região, e o silêncio do poder público ecoa tão alto
quanto o lamento de quem vive no barro.

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