A investigação da Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos busca apurar critérios de seleção, cronogramas e a qualidade das moradias entregues pela prefeitura.
Rio Branco, AC – O
Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) oficializou a abertura de um
inquérito civil para investigar a regularidade e a transparência dos programas
habitacionais conduzidos pela Prefeitura de Rio Branco. O foco central da
fiscalização é o Programa 1001 Dignidades, iniciativa emblemática da atual
gestão municipal.
A investigação está sob a
responsabilidade da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos
Humanos e Cidadania. O objetivo é garantir que o direito fundamental à moradia
esteja sendo atendido de forma ética, eficiente e dentro dos parâmetros legais.
A decisão do MPAC fundamenta-se em um compilado de notícias, relatórios institucionais e, principalmente, queixas vindas diretamente da comunidade. Entre as principais frentes de apuração, destacam-se:
Critérios de Seleção:
Verificação se a escolha das famílias beneficiadas segue critérios técnicos e
sociais objetivos ou se há interferências externas.
Transparência e
Previsibilidade: O órgão apura a falta de clareza sobre os prazos das etapas do
projeto, dificultando o planejamento das famílias que aguardam as casas.
Qualidade Estrutural:
Relatos apontam possíveis falhas na execução das unidades habitacionais já
entregues ou em construção.
Efetividade do Gasto
Público: A análise busca entender se os recursos estão sendo convertidos em
moradias dignas conforme o prometido no plano de governo.
Segundo o MPAC, a moradia
é um direito social que exige transparência absoluta, especialmente quando
envolve populações em situação de vulnerabilidade. O inquérito civil é um
instrumento que permite ao Promotor requisitar documentos, realizar perícias
nas obras e ouvir gestores e beneficiários.
A Prefeitura de Rio
Branco deverá ser notificada para apresentar cronogramas detalhados, a lista de
cadastrados e os laudos técnicos de engenharia das unidades. Caso sejam comprovadas
irregularidades, o MPAC poderá propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
ou, em última instância, ajuizar uma ação civil pública contra os responsáveis.





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