RIO BRANCO, ACRE – O que era para ser uma "promessa de trafegabilidade de inverno a verão" se transformou, literalmente, em um cenário do século passado. No Ramal da Alsina, região do Belo Jardim em Rio Branco, a modernidade não chegou, mas o descaso sim.

Na última semana, a precariedade das vias atingiu um ponto crítico: uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), acionada para socorrer um idoso em estado delicado, foi impedida de realizar o trabalho de forma adequada. A viatura, diante do lamaçal e dos buracos intransitáveis, não conseguiu avançar.

O Resgate Improvisado

Sem alternativa e com a vida do paciente em risco, os profissionais e familiares tiveram que recorrer à "famosa rede". O idoso foi carregado nos ombros, atravessando o ramal a pé até onde a ambulância conseguia estacionar.

"É uma pouca vergonha. Dizem que o ramal está pronto para o inverno, mas na primeira dificuldade a gente volta ao tempo dos nossos avós", desabafou um morador que preferiu não se identificar.

Promessas vs. Realidade

A situação gera revolta na comunidade, especialmente pelo contraste com o discurso oficial da Prefeitura de Rio Branco. O plano de recuperação de ramais, anunciado como a solução definitiva para garantir o fluxo de veículos mesmo sob chuvas, parece não ter chegado ao Ramal da Alsina.

Enquanto a gestão municipal promove entregas e melhorias em áreas urbanas, quem vive na zona rural ou em ramais periféricos enfrenta o isolamento. A cena do idoso na rede não é apenas um registro de solidariedade, mas um atestado de falência da infraestrutura básica.

Principais Pontos de Reclamação:

Acesso à Saúde: A demora no socorro causada pelo estado da via pode ser fatal.

Propagandas Enganosas: Moradores questionam onde foram aplicados os recursos destinados à "trafegabilidade permanente".



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