Rio Branco, Acre – A principal artéria rodoviária do Acre, a BR-364, que conecta a capital Rio Branco à vital região do Juruá, atingiu um patamar de degradação que beira o colapso, transformando trechos da viagem em um verdadeiro teste de paciência e resistência. Com motoristas reportando a necessidade de duas horas para percorrer meros 10 quilômetros, a indignação é generalizada, e a população exige providências imediatas dos órgãos responsáveis.
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Trecho da Agonia: De Jurupari a Feijó
O cenário mais dramático se desenha no trecho entre Sena Madureira e Feijó, especialmente nas imediações da localidade de Jurupari.
Relatos de condutores que se arriscam diariamente na via descrevem uma rodovia em estado "doído", com buracos, atoleiros e uma superfície que mal pode ser chamada de estrada. O tráfego, forçosamente lento, obriga os veículos a operarem em segunda marcha, a uma velocidade média que não ultrapassa os 20 km/h.
"10 km conseguimos fazer em 2 horas de viagem, aí não dá não né. É muito buraco, muito atoleiro. A BR está só o pó, está doída," desabafou um motorista em um áudio que rapidamente se espalhou pelas redes sociais, servindo como um grito de socorro virtual.
O estrangulamento do trânsito na BR-364 não é apenas um inconveniente: é uma questão de prejuízo econômico e de segurança pública.
Impacto no Transporte: A demora eleva o custo do frete, danifica veículos e atrasa o escoamento de produtos e o abastecimento de municípios.
Serviços Essenciais: O tempo de resposta de serviços essenciais, como ambulâncias e viaturas policiais, é criticamente afetado, colocando vidas em risco.
Isolamento Regional: A lentidão extrema ameaça o mínimo de integração que a rodovia oferece ao Juruá, intensificando o sentimento de isolamento da região.
Apesar das promessas e do anúncio de investimentos, a situação da rodovia se deteriora a olhos vistos com a chegada do período chuvoso. A pressão sobre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é máxima.
Os
moradores e transportadores exigem não apenas obras paliativas de tapa-buracos,
mas sim uma intervenção definitiva de reconstrução, que garanta a
trafegabilidade da BR-364 durante todo o ano, honrando sua importância como a
espinha dorsal logística do estado do Acre.

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