A
ação de busca e apreensão, realizada após a advogada ser liberada
em audiência de custódia, reforça a gravidade do caso e a continuidade das
investigações sobre o envolvimento de Silva com entorpecentes.
A operação policial ocorreu no início da manhã de quarta-feira. Os agentes cumpriram mandados na residência da advogada, localizando substâncias ilícitas. A corporação, no entanto, não soube informar a pesagem exata da droga apreendida no momento da divulgação da informação, indicando que o material será periciado.
Mariana
de Oliveira Silva já havia sido detida dia (10) ao tentar
ingressar no presídio com uma porção de maconha escondida em sua bolsa. Ela
seria liberada somente após o flagrante, mas foi presa novamente para dar
continuidade ao procedimento.
Apesar
da nova apreensão, a advogada havia sido liberada na última terça-feira (11),
após passar por audiência de custódia. A Justiça determinou a aplicação de
medidas cautelares em substituição à prisão preventiva, mas os detalhes dessas
medidas não foram amplamente divulgados.
A
advogada, que é especialista em Direito Penal e recebeu sua carteira da Ordem
dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) em abril deste ano, foi
flagrada por agentes da Polícia Penal tentando ingressar no presídio com
entorpecentes escondidos na bolsa e no sutiã. O material apreendido totalizou
cerca de 800 gramas de maconha.
Mariana é filha de Pedro Oliveira, conhecido como Pedrinho Oliveira, ex-presidente da Companhia de Habitação do Acre (Cohab) e primo do senador Sérgio Petecão.
Durante a audiência, a defesa de Mariana de Oliveira Silva alegou transtornos psicológicos como fator atenuante para o ocorrido. Essa alegação, no entanto, não impede a polícia o prosseguimento das investigações e a responsabilização legal pelos crimes cometidos.
O
material apreendido na residência será encaminhado para perícia. O caso segue
sob investigação para determinar a origem da droga e se a advogada possuía
outros envolvimentos com o tráfico de entorpecentes dentro ou fora do ambiente
prisional.
O caso ganhou ainda mais destaque devido ao histórico profissional de Mariana de Oliveira Silva. De acordo com portarias publicadas no Diário da Justiça, a advogada já ocupou cargos de confiança de alto escalão no Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC).
Mariana de Oliveira Silva atuou diretamente no gabinete da Presidência do TJAC durante duas gestões consecutivas, o que demonstra a confiança depositada em seu trabalho na época.
O
registro de sua atuação em cargos de tamanha responsabilidade no Poder
Judiciário acreano levanta sérias questões sobre a segurança e os mecanismos de
fiscalização em relação a profissionais que transitam entre diferentes esferas
da Justiça e do sistema prisional.
Por: Hedislandes Gadelha


Enviar um comentário