Rio Branco, AC – A Polícia Civil deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira (12) e realizou a apreensão de drogas na residência da advogada Mariana de Oliveira Silva, que havia sido presa em flagrante na ultima segunda-ferira (10) por tentar entrar com maconha no Complexo Penitenciário de Rio Branco.

A ação de busca e apreensão, realizada após a advogada ser liberada em audiência de custódia, reforça a gravidade do caso e a continuidade das investigações sobre o envolvimento de Silva com entorpecentes.

A operação policial ocorreu no início da manhã de quarta-feira. Os agentes cumpriram mandados na residência da advogada, localizando substâncias ilícitas. A corporação, no entanto, não soube informar a pesagem exata da droga apreendida no momento da divulgação da informação, indicando que o material será periciado.

Mariana de Oliveira Silva já havia sido detida dia (10) ao tentar ingressar no presídio com uma porção de maconha escondida em sua bolsa. Ela seria liberada somente após o flagrante, mas foi presa novamente para dar continuidade ao procedimento.

Apesar da nova apreensão, a advogada havia sido liberada na última terça-feira (11), após passar por audiência de custódia. A Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares em substituição à prisão preventiva, mas os detalhes dessas medidas não foram amplamente divulgados.

A advogada, que é especialista em Direito Penal e recebeu sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC) em abril deste ano, foi flagrada por agentes da Polícia Penal tentando ingressar no presídio com entorpecentes escondidos na bolsa e no sutiã. O material apreendido totalizou cerca de 800 gramas de maconha.

Mariana é filha de Pedro Oliveira, conhecido como Pedrinho Oliveira, ex-presidente da Companhia de Habitação do Acre (Cohab) e primo do senador Sérgio Petecão.

Durante a audiência, a defesa de Mariana de Oliveira Silva alegou transtornos psicológicos como fator atenuante para o ocorrido. Essa alegação, no entanto, não impede a polícia o prosseguimento das investigações e a responsabilização legal pelos crimes cometidos.

O material apreendido na residência será encaminhado para perícia. O caso segue sob investigação para determinar a origem da droga e se a advogada possuía outros envolvimentos com o tráfico de entorpecentes dentro ou fora do ambiente prisional.

O caso ganhou ainda mais destaque devido ao histórico profissional de Mariana de Oliveira Silva. De acordo com portarias publicadas no Diário da Justiça, a advogada já ocupou cargos de confiança de alto escalão no Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC).

Mariana de Oliveira Silva atuou diretamente no gabinete da Presidência do TJAC durante duas gestões consecutivas, o que demonstra a confiança depositada em seu trabalho na época.

O registro de sua atuação em cargos de tamanha responsabilidade no Poder Judiciário acreano levanta sérias questões sobre a segurança e os mecanismos de fiscalização em relação a profissionais que transitam entre diferentes esferas da Justiça e do sistema prisional.


Por: Hedislandes Gadelha


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