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Os detalhes revelados pelos investigadores são de cortar o coração. Além de estuprar a neta de seis anos, o homem também a submetia a sessões de tortura, cortando seus cabelos como uma forma cruel de punição. Contudo, o nível de depravação ia além: para que a criança não testemunhasse os estupros cometidos contra a própria mãe – sua filha biológica –, o agressor utilizava uma máquina de lavar como esconderijo. A menina era forçada a permanecer dentro do eletrodoméstico até o término da sessão de tortura e abuso contra a mãe, uma atitude que revela uma perversidade sem limites e um trauma indizível para ambas as vítimas. A máquina de lavar também era utilizada como local de punição para a menina quando ela, em sua inocência infantil, fazia algo que desagradava o agressor.

Para garantir que os abusos ocorressem sem resistência ou que as vítimas tivessem memórias claras dos atos, o avô e pai agressor, em algumas ocasiões, sedava ambas com medicamentos. Em um depoimento dilacerante, a mãe da criança relatou que por diversas vezes acordava com marcas pelo corpo, sentindo fortes dores nas genitais e nas pernas, evidências físicas dos abusos sofridos durante o sono.

A manutenção do segredo sobre os estupros por parte da mãe da criança é compreensível e trágica. Segundo a polícia, o homem era o único provedor da família, e essa dependência econômica, somada às constantes ameaças que ele proferia contra todos os moradores da casa, criava um ciclo de silêncio e medo. As vítimas estavam presas a um ambiente de terror, sem aparente saída.

No momento da prisão, realizada na residência onde o suspeito e as vítimas viviam, no bairro São José Operário, a polícia encontrou evidências que reforçam as acusações: emaranhados de fios de cabelo (possivelmente da menina) e caixas vazias de tadalafila, um medicamento que pode ser associado a disfunção erétil, e que pode ter sido usado para intensificar a violência dos crimes sexuais.

Em seu interrogatório, o homem negou veementemente os crimes, tentando de forma descarada atribuir a culpa ao seu outro filho, um adolescente que também morava na mesma casa que as vítimas. Essa tentativa de desviar a investigação e incriminar um menor inocente demonstra a falta de escrúpulos do agressor.

A filha do acusado relatou ameaças constantes. Os crimes praticados contra ela estão sendo investigados pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM). O homem já foi indiciado por estupro e ameaça contra a filha.


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