Júlio César de Oliveira,
conhecido como "Palhaço Alegria", gravou vídeo relatando ter sido
agredido com spray de pimenta, socos e golpes de cassetete em frente à sua
residência.
RIO BRANCO, AC – O
trabalhador autônomo Júlio César de Oliveira, bastante conhecido na capital
acreana pelo personagem "Palhaço Alegria", utilizou as redes sociais
para fazer uma grave denúncia contra a atuação de policiais militares. Em um
vídeo gravado logo após a ação, Júlio aparece com um dos olhos visivelmente
avermelhado e relata ter sido vítima de agressões físicas e abuso de autoridade
durante uma abordagem policial em frente à sua residência.
De acordo com o
depoimento de Júlio César, ele estava na frente de sua casa confraternizando
com familiares e amigos — ouvindo música e assando carne — quando três
policiais militares em motocicletas chegaram ao local. A equipe solicitou que o
volume do som fosse reduzido.
O trabalhador afirma que,
a partir desse momento, a situação escalou rapidamente para a violência física.
Júlio alega ter sido atingido por spray de pimenta, além de ter recebido socos,
tapas e golpes de cassetete desferidos pelos militares.
Durante o desabafo, o "Palhaço Alegria" criticou duramente a condução da ocorrência e o aparato mobilizado. Ele questionou a necessidade do envio de um grande número de viaturas ao local, afirmando que todos os presentes foram tratados de forma truculenta, "como se fossem criminosos".
Um homem identificado apenas como Thiago foi detido e, posteriormente, liberado. Júlio afirma que a detenção foi totalmente injustificada.
Cerceamento de filmagem:
Uma mulher que tentava registrar a ação policial com o celular teve o aparelho
derrubado e danificado pelos militares.
Emocionado, Júlio César defender sua conduta pessoal e profissional. O trabalhador enfatizou
que não tem passagens pela polícia e que tira o sustento de sua família de
forma honesta, vendendo pipoca e algodão-doce nos fins de semana.
"Eu nunca respondi a processos criminais. Trabalho honestamente para sustentar minha família", desabafou.
Ele finalizou
questionando o fato de, segundo seu relato, um cidadão trabalhador e sem
histórico de crimes ser submetido a tamanha violência e humilhação por parte do
Estado.
Até o fechamento desta
matéria, a Polícia Militar do Acre (PMAC) não havia emitido um posicionamento
oficial sobre o caso. O espaço segue aberto para que a corporação se manifeste
e esclareça as circunstâncias da abordagem.

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