Ciclistas denunciam
crateras na pista exclusiva em frente à nova maternidade e são obrigados a
disputar espaço com carros e ônibus na avenida.
O que deveria ser um
espaço de lazer, saúde e mobilidade urbana segura transformou-se em um cenário
de medo e indignação para quem depende da bicicleta em Rio Branco. Ciclistas
que trafegam pela Avenida Amadeu Barbosa, no trecho localizado logo em frente à
nova Maternidade de Rio Branco, denunciam o estado de abandono da ciclovia.
Tomada por enormes buracos e rachaduras, a via exclusiva tornou-se praticamente
intransitável.
Para evitar quedas e
prejuízos materiais, os usuários estão sendo obrigados a tomar uma decisão
drástica e perigosa: mudar de rota e pedalar na pista principal, dividindo o
espaço diretamente com carros, motos e ônibus de transporte coletivo.
"Passar por aqui de noite é quase uma roleta russa. Se você cai no buraco, quebra a bicicleta e se machuca. Se você vai para a rua, corre o risco de ser atropelado pelos carros que passam em alta velocidade. É um descaso total, ainda mais na frente de um hospital novo", desabafa o montador de móveis que utiliza o trajeto diariamente para ir ao trabalho.
O Raio-X do Perigo
A situação é ainda mais
crítica nos horários de pico (início da manhã e fim da tarde), quando o fluxo
de veículos na Amadeu Barbosa atinge o seu limite. Sem sinalização adequada ou
manutenção asfáltica, o trecho da ciclovia acumulou poças de água e deformações
que exigem manobras arriscadas por parte dos ciclistas.
O Principal Risco: Ao
saírem repentinamente da ciclovia para desviar das crateras, os ciclistas
entram no "ponto cego" dos motoristas, aumentando drasticamente o
risco de colisões traseiras e atropelamentos.
A degradação acontece
justamente em frente a um dos maiores investimentos recentes de saúde do
estado, a nova maternidade, uma área que deveria prezar pelo pleno acesso,
urbanismo e segurança de pedestres e ciclistas.
Enquanto as melhorias não
chegam, a recomendação para os ciclistas que precisam passar pelo local é de
atenção redobrada, uso obrigatório de equipamentos de sinalização (como luzes
piscantes e coletes reflexivos) e, se possível, a busca por rotas alternativas
até que o poder público tome providências.
O espaço segue aberto
para os devidos esclarecimentos.


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