RIO BRANCO — O
ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom
(PSDB), se manifestou publicamente nesta quinta-feira (4) a respeito da
abertura de uma investigação criminal pelo Ministério Público do Estado do Acre
(MPAC). O procedimento visa apurar supostas irregularidades em um contrato
emergencial firmado em 2022 entre a prefeitura da capital e a empresa Ricco
Transportes, que opera o sistema de transporte coletivo da cidade.
A investigação foi
formalizada por meio de uma portaria assinada pela promotora de Justiça Gilcely
Evangelista de Araújo Souza. O foco da promotoria é identificar se houve a
prática de crimes contra a administração pública durante o processo de
contratação da empresa.
O que está sendo
investigado?
O MPAC apura se a
dispensa de licitação e os termos do contrato emergencial com a Ricco
Transportes violaram a legislação vigente. Entre as suspeitas que motivaram a
instauração do procedimento, destacam-se:
Prevaricação: Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício para satisfazer interesse pessoal.
Crimes contra a ordem
econômica: Práticas que possam ter prejudicado a livre concorrência.
Frustração do caráter
competitivo de licitação: Direcionamento ou eliminação injustificada de concorrência
no certame.
Posicionamento de Tião
Bocalom
Diante da repercussão do caso, o ex-prefeito utilizou suas redes sociais para se pronunciar. Bocalom minimizou o impacto político da investigação e demonstrou confiança na regularidade de sua gestão.
O espaço segue aberto
para os desdobramentos da investigação e para futuras manifestações da defesa
do ex-prefeito e dos representantes da empresa Ricco Transportes.


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