RIO BRANCO – O advogado e
padrasto do adolescente de 13 anos, autor do ataque a tiros no Instituto São
José, foi liberado na noite desta terça-feira (5). Ele havia sido conduzido à
Delegacia de Flagrantes (Defla) após a confirmação de que era o proprietário da
arma utilizada no atentado que chocou a capital acreana.
Durante a oitiva, o
proprietário do armamento prestou esclarecimentos à autoridade policial sobre
as circunstâncias do ocorrido. De acordo com informações da Polícia Civil, o
homem assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado para
responder em liberdade.
O ataque resultou em uma
perda irreparável para a comunidade escolar:
Vítimas fatais: Alzenir
Pereira da Silva (56 anos) e Raquel Sales Feitosa (36 anos), ambas funcionárias
da instituição.
Feridos: Outras duas
pessoas foram atingidas e receberam atendimento médico.
O Foco das Investigações
Com a liberação do
padrasto na Defla, o caso agora segue para a Delegacia de Homicídios e Proteção
à Pessoa (DHPP). A linha de investigação principal busca responder à pergunta
central do inquérito: como o adolescente de 13 anos teve acesso à arma de fogo?
"A investigação vai
apurar se houve negligência no armazenamento do armamento ou se o menor agiu de
forma a burlar sistemas de segurança do proprietário", informaram fontes
ligadas à segurança pública.
A perícia no local do
crime e os depoimentos de testemunhas e familiares serão cruciais para
determinar as responsabilidades criminais e civis envolvidas na facilitação do
acesso ao objeto do crime. O Instituto São José permanece com as atividades
suspensas em sinal de luto e respeito às famílias das vítimas.

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