PORTO ACRE, AC – No último sábado, 23, moradores de diversas comunidades rurais localizadas ao longo da rodovia AC-10 uniram forças em um manifesto que interditou temporariamente a Estrada de Porto Acre. O protesto, que reuniu residentes do Ramal do Flaviano, Linha 7, Ramal dos Paulistas e regiões adjacentes, cobrou providências imediatas das autoridades diante do isolamento e da precariedade dos serviços públicos na região.

A principal pauta dos manifestantes gira em torno de três eixos críticos:

Pavimentação e melhorias nos ramais: As vias secundárias, essenciais para o escoamento da produção agrícola familiar, estão praticamente intransitáveis.

Transporte intermunicipal: Moradores denunciam a péssima qualidade e a falta de regularidade dos ônibus que atendem a região.

Infraestrutura portuária: Ribeirinhos locais sofrem com o abandono dos portos que dão acesso às comunidades isoladas.

Obra milionária sob forte contestação

Um dos pontos de maior indignação da comunidade diz respeito ao estado da própria rodovia AC-10. Segundo os líderes do movimento, a estrada — que passou por obras recentes de revitalização com um investimento anunciado de R$ 22 milhões já apresenta sérios sinais de desgaste, buracos e deterioração precoce.

"Não faz sentido uma obra que custou milhões ao bolso do contribuinte se acabar em tão pouco tempo. Estamos cobrando fiscalização e responsabilidade", afirmou um dos moradores presentes no ato.

Diálogo e Próximos Passos

Para conter o bloqueio e ouvir as reivindicações, uma comissão formada por representantes da Prefeitura de Porto Acre e da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Acre (AGEAC) compareceu ao local do protesto.

Após momentos de debate com os líderes do movimento, foi firmado um acordo para desobstrução da pista. Ficou agendada uma reunião oficial com o poder executivo municipal e os órgãos competentes para discutir cronogramas de obras nos ramais e a fiscalização das empresas de transporte.

Os moradores garantem que, caso as promessas da reunião não saiam do papel, novos protestos não estão descartados. A comunidade local segue em estado de alerta, aguardando respostas definitivas para os problemas que afetam o direito de ir e vir e a economia da região.



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