CRUZEIRO DO SUL – O cenário de vidros estilhaçados na calçada tornou-se, infelizmente, uma imagem recorrente para os empresários do centro de Cruzeiro do Sul. Na madrugada nesta semana, mais um estabelecimento comercial foi alvo da criminalidade. Criminosos quebraram a vitrine de uma loja de confecções e levaram diversas mercadorias, deixando um rastro de prejuízo e indignação.

O "Prejuízo do Mês"

Desta vez, a tática foi a mesma de ocorrências anteriores: o uso de pedras ou objetos pesados para romper o vidro temperado. Em poucos minutos, os invasores selecionaram peças de valor e fugiram antes da chegada de qualquer guarnição.

Para os proprietários, o valor dos produtos furtados é apenas uma parte do problema. Somam-se a isso o custo da reposição da fachada e a sensação constante de vulnerabilidade.

"A gente trabalha para pagar as contas e acaba trabalhando para repor o que nos tiram. Já não aguentamos mais essa situação. É um desrespeito com quem gera emprego na cidade", desabafou um dos lojistas que preferiu não se identificar.

Comerciantes em Pé de Guerra

A revolta não é isolada. Segundo um levantamento informal feito por empresários da região central, praticamente todos os meses pelo menos uma loja é alvo de furto ou vandalismo. O sentimento geral é de que o centro comercial tornou-se um "alvo fácil" durante a noite e madrugada.

As principais reclamações da categoria incluem:

Baixa iluminação: Pontos cegos que facilitam a ação de criminosos.

Falta de patrulhamento: Os comerciantes cobram rondas ostensivas mais frequentes em horários críticos.

Impunidade: Muitos relatam que, mesmo quando os suspeitos são identificados por câmeras de segurança, as prisões são raras ou temporárias.

"Não é apenas sobre a mercadoria, é sobre o direito de trabalhar em paz. Se o comércio fecha as portas por medo ou prejuízo, a cidade inteira perde", afirma outro comerciante local.



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