RIO BRANCO, ACRE – Em
meio a um cenário de torneiras secas e reclamações constantes da população
sobre a irregularidade no fornecimento de água, a Prefeitura de Rio Branco, via
Serviço de Água e Esgoto (Saerb), anunciou um novo aumento no bolso do
contribuinte. O reajuste tarifário de 6,30% foi oficializado após homologação
da Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac).
A decisão, publicada por
meio da Resolução nº 119/2026, baseia-se no Estudo Técnico nº 002/2026. Segundo
a gestão municipal, o aumento é necessário para "garantir a continuidade,
a manutenção e a melhoria dos serviços de abastecimento e esgotamento
sanitário".
O Contraste entre o Papel
e a Realidade
Enquanto o discurso oficial foca em "melhoria e expansão", a realidade nos bairros da capital acreana é de indignação. Relatos de moradores apontam que a água chega de forma intermitente — muitas vezes apenas durante a madrugada ou em dias alternados — o que torna o anúncio do reajuste um "balde de água fria" para as famílias.
"É um absurdo. A
gente passa dias sem uma gota d'água para tomar banho ou lavar louça, tendo que
comprar garrafão mineral ou pagar caminhão-pipa, e agora a prefeitura vem dizer
que a conta vai ficar mais cara? É falta de respeito com o cidadão",
desabafa um morador do Segundo Distrito que preferiu não se identificar.
Justificativa Técnica vs.
Pressão Popular
O Saerb defende que o
reajuste é uma atualização necessária para equilibrar os custos operacionais,
que incluem gastos com produtos químicos para tratamento, energia elétrica e
manutenção da rede, que é antiga em diversos pontos da cidade.
No entanto, especialistas
e lideranças comunitárias questionam a oportunidade do aumento. Para muitos, o
reajuste deveria ser condicionado à comprovação da eficiência do serviço.

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