O cenário nos corredores
do Pronto-Socorro de Rio Branco (PS) nesta semana é de exaustão e indignação. O
que deveria ser a principal unidade de referência para urgências no Acre
tornou-se, para muitos, um teste de resistência. Com uma alta demanda que não
dá tréguas, pacientes e familiares relatam horas de espera por um atendimento
básico, expondo as fragilidades crônicas do sistema público de saúde.
O Grito de Quem Espera
Na recepção lotada, o
clima é de tensão. A principal reclamação da população não é apenas a falta de
leitos, mas a demora excessiva no fluxo de atendimento. Relatos de pacientes
que aguardam há mais de seis horas para uma primeira avaliação médica são
comuns.
A revolta se intensifica
quando a classificação de risco — sistema utilizado para priorizar casos graves
— parece estagnada. Para quem aguarda, a sensação é de que o sistema parou,
enquanto o número de pessoas que chegam à unidade só aumenta.
Enquanto as soluções
administrativas não saem do papel, o povo acreano segue dividindo o espaço
apertado dos bancos da recepção, onde a paciência já se esgotou muito antes do
diagnóstico chegar.

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