A Polícia Civil do Acre (PCAC) teve papel fundamental na deflagração da Operação Pax II, realizada na manhã desta terça-feira, 7, pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Estado do Acre (FICCO/AC). A ação teve como foco desarticular a estrutura administrativa e financeira de uma organização criminosa com atuação no estado.

Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira e também em Goianira, em Goiás. As investigações apontaram que os envolvidos operavam tanto de dentro de unidades prisionais quanto em bairros das cidades acreanas, mantendo ativa a engrenagem financeira do grupo criminoso.

De acordo com as apurações, a organização utilizava mecanismos estruturados de arrecadação, como “mensalidades”, “rifas” e “caixinhas”, organizados por meio de aplicativos de mensagens. O dinheiro arrecadado era destinado ao financiamento de atividades ilícitas e ao suporte de integrantes custodiados no sistema penitenciário.

A Polícia Civil do Acre, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), participou diretamente das investigações e das diligências de campo que subsidiaram a operação. O trabalho integrado com as demais forças de segurança foi essencial para identificar a hierarquia e a divisão regional do grupo.

O delegado e diretor da DEIC, Pedro Paulo Buzolin, destacou a relevância da atuação da Polícia Civil no combate às organizações criminosas no estado. “O trabalho investigativo da Polícia Civil foi essencial para mapear a estrutura financeira dessa organização criminosa, identificando seus principais operadores e a forma como o grupo se sustentava, inclusive com atuação de dentro do sistema prisional. Essa operação demonstra a força da integração entre as instituições e reafirma o compromisso da Polícia Civil do Acre em desarticular organizações criminosas e garantir a segurança da população”, afirmou.

As buscas realizadas durante a operação têm como objetivo coletar novos elementos que possam fortalecer as investigações e ampliar a responsabilização dos envolvidos. Os investigados poderão responder pelo crime de organização criminosa, além de outros delitos que venham a ser identificados.

A Operação Pax II é um desdobramento da primeira fase da ação, deflagrada em 10 de março de 2026, quando foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e duas pessoas foram presas em flagrante.

A FICCO/AC é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado no Acre.


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