MOCINHA MAGALHÃES – O ditado popular diz que "nem tudo são flores", mas para os moradores da Rua da Laranja, no bairro Mocinha Magalhães, a realidade está mais próxima de um lamaçal. Enquanto o asfalto é uma promessa distante, a via se transformou em um cenário surreal: o que deveriam ser buracos de má gestão viraram "lagos artificiais" para a fauna local.

O "Piscinão" dos Patos

Em pleno século XXI, a cena impressiona quem passa pelo local, mas revolta quem nele reside. Sem pavimentação adequada e com o sistema de drenagem inexistente, as chuvas acumulam água em crateras tão profundas que atraem animais. É comum ver patos utilizando a rua como ponto de lazer, banhando-se tranquilamente em poças que mais parecem tanques criados pela própria administração municipal através da omissão.

"É um absurdo. A gente paga imposto para ter dignidade, e o que recebemos é uma rua que serve para pato tomar banho, mas não serve para um carro passar ou para uma criança caminhar sem se sujar", desabafa um morador que preferiu não se identificar.

Onde Está o Dinheiro do Povo?

A situação da Rua da Laranja é um monumento à má administração do dinheiro público. A falta de infraestrutura básica não é apenas um problema de logística, mas um reflexo de como os gestores atuais priorizam ou ignoram as necessidades da periferia.

Desperdício: Onde deveria haver asfalto, há lama.

Mobilidade: Moradores relatam dificuldade de acesso para serviços básicos, como entrega de gás e ambulâncias.

A Digital dos Representantes

Diz o ditado político que "o asfalto é o melhor cabo eleitoral", mas no Mocinha Magalhães, são os buracos que revelam a face dos nossos representantes. Atrás de cada cratera e de cada lago improvisado, está à assinatura de uma gestão que parece ter parado no tempo, tratando o cidadão com um descaso que remonta a décadas passadas.

A população da Rua da Laranja segue aguardando que a prefeitura troque o "projeto de ecoturismo improvisado" por máquinas, piche e respeito. Afinal, o contribuinte não quer um santuário para patos à porta de casa; ele quer o direito básico de ir e vir com dignidade.



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