RIO BRANCO, ACRE – O acreano já está acostumado com a presença da fauna silvestre no cotidiano urbano, mas as capivaras parecem estar decididas a explorar novos serviços na capital. Após o registro viral de uma capivara "fazendo compras" em um supermercado local, uma nova cena inusitada chamou a atenção no final da tarde da última quinta-feira (16).

Desta vez, o cenário foi a Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre). Imagens registradas por acompanhantes e funcionários mostram um grupo de capivaras transitando calmamente pela entrada da unidade hospitalar. Sem pressa, os animais cruzaram as áreas de acesso, ignorando o movimento de pacientes e veículos, o que gerou surpresa e muitos registros em celulares.

Um Habitat Compartilhado

A presença desses animais em áreas urbanas de Rio Branco não é apenas coincidência, mas reflexo da geografia da cidade. A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é um animal semiaquático que depende diretamente de corpos d’água para:

Termorregulação: Controle da temperatura corporal.

Reprodução e Proteção: Fuga estratégica contra predadores.

Embora prefiram matas ciliares e áreas pantanosas, a espécie demonstra uma alta capacidade de adaptação a ambientes antrópicos (modificados pelo homem). Como a capital acreana é entrecortada por rios e igarapés, o convívio próximo com humanos tornou-se inevitável.

"Moradoras" da Região

Para quem frequenta as redondezas da Fundação Hospitalar, a cena não é exatamente uma novidade completa, embora a entrada no prédio ainda cause espanto. Os animais circulam livremente por todo o entorno do hospital, aproveitando as áreas verdes.

Além da Fundhacre, as capivaras são figuras carimbadas em outros pontos turísticos e acadêmicos da cidade:

Parque Ipê: Onde são vistas frequentemente durante o horário de caminhada.

Universidade Federal do Acre (UFAC): Onde já se tornaram, simbolicamente, as "mascotes" dos estudantes.

Recomendações

Apesar da aparência dócil e da familiaridade com o ambiente urbano, especialistas em vida silvestre alertam que a população deve manter distância. Por serem animais silvestres, podem reagir se sentirem acuadas e, além disso, são hospedeiras do carrapato-estrela. A orientação é contemplar a beleza da fauna amazônica sem oferecer alimentos ou tentar a domesticação.



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