RIO BRANCO – O que deveria ser uma via urbana de livre circulação transformou-se em um teste de resistência para os moradores da região do Santa Maria e Vila Acre. A Travessa Quadrangular, que tecnicamente pertence ao perímetro urbano da capital, hoje é indistinguível de um ramal isolado de colônia.

O cenário é de completo descaso: crateras profundas, lamaçal incessante e uma sensação de abandono que revolta quem precisa trafegar pelo local diariamente.

Um "Ramal" no Coração do Bairro

A indignação dos moradores não é para menos. Em tempos de chuva, a travessa se torna um sabão; no sol, a poeira toma conta das casas, mas os buracos permanecem lá, como cicatrizes de uma gestão que parece ter esquecido o endereço.

"A gente paga imposto de cidade, mas vive como se estivesse no meio da selva. Para sair de casa, tem que carregar um sapato reserva ou se arriscar a cair na lama. Parece um cenário de guerra", desabafa um morador que preferiu não se identificar.

Os principais problemas relatados:

Intrafegabilidade: Veículos de passeio já não conseguem transitar sem o risco de danos mecânicos graves.

Isolamento: Serviços básicos, como entrega de mercadorias, aplicativos de transporte e até ambulâncias, encontram dificuldades extremas para acessar a via.

Lama e Atoleiros: O acúmulo de barro transforma qualquer caminhada simples em um desafio físico, atingindo principalmente crianças que precisam ir à escola e idosos.

Cadê a Prefeitura?

A pergunta que ecoa entre as famílias da região é uma só: até quando? O sentimento de invisibilidade perante o poder público municipal é nítido. Enquanto outras áreas da cidade recebem asfalto e manutenção, a Travessa Quadrangular parece ter sido riscada do mapa de prioridades da Prefeitura de Rio Branco.

A falta de um cronograma de obras ou de uma resposta efetiva da Secretaria de Obras (Seop) agrava a situação. O que a comunidade pede não é luxo, é o direito básico de ir e vir com dignidade.

O Impacto no Cotidiano

Não se trata apenas de estética urbana, mas de saúde pública e segurança. O acúmulo de água parada nos buracos preocupa devido à proliferação de mosquitos, e a escuridão aliada ao estado da via facilita a ação de criminosos, já que a fuga ou o patrulhamento se tornam lentos.

A equipe de reportagem continuará acompanhando o caso e deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Rio Branco se manifeste sobre quando, finalmente, as máquinas chegarão para dar um fim ao sofrimento dos moradores da Travessa Quadrangular.




Postar um comentário