COBIJA, BOLÍVIA – Um
brasileiro de 39 anos foi alvo de um "juízo popular" na cidade de
Cobija, na Bolívia, vizinha aos municípios acreanos de Brasiléia e Epitaciolândia.
Acusado de cometer furtos na região, o homem foi contido por populares,
amarrado e agredido fisicamente em via pública.
O Flagrante e a Agressão
Vídeos que circulam nas
redes sociais registram o momento da punição. Nas imagens, o homem aparece
cercado por moradores enquanto recebe repetidas cintadas. Durante a sessão de
agressões, o brasileiro implora para que parem de bater e afirma que levaria o
grupo até o local onde os pertences furtados estariam escondidos.
Histórico Criminal
De acordo com informações
levantadas junto às delegacias da região de fronteira, o indivíduo já é
conhecido pelas autoridades. Ele possui um histórico criminal que inclui:
Arrombamentos em estabelecimentos e residências;Furtos recorrentes em ambos os lados da fronteira.
Justiça com as Próprias
Mãos
A ação reflete um
fenômeno comum em certas regiões da Bolívia. Em áreas onde a presença policial
é considerada insuficiente, comunidades locais adotam práticas de punição
física como forma de represália a crimes considerados inaceitáveis.
"Essa medida é
frequentemente utilizada como uma tentativa de dissuadir novos crimes,
funcionando como uma resposta imediata da comunidade à sensação de
impunidade", explicam especialistas em segurança de fronteira.
Até o fechamento desta
matéria, não houve confirmação de que o homem tenha sido entregue às
autoridades oficiais bolivianas ou se foi liberado pelos agressores após a
"surra". As autoridades brasileiras na fronteira acompanham o caso,
mas reforçam que crimes cometidos em solo estrangeiro respondem às leis e
processos do país vizinho.

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