RIO BRANCO – O que
deveria ser um caminho de escoamento e dignidade tornou-se um símbolo de
frustração para as famílias que vivem na zona rural da capital. A promessa da
Prefeitura de Rio Branco, de garantir que 100% dos ramais seriam trafegáveis
tanto no verão quanto no rigoroso inverno amazônico, parece ter ficado apenas
no papel ou soterrada pela lama.
Um exemplo crítico desse
cenário de abandono é o Ramal do Barro Alto, localizado no km 14 da Estrada
Transacreana. Mesmo estando em uma área de fácil acesso e relativamente próxima
ao perímetro urbano, a via reflete o estado deplorável em que se encontram os
demais ramais de terra do município.
O "Inverno
Amargo" da Esperança
Moradores relatam que o discurso oficial de mobilidade urbana e rural não condiz com a realidade de quem precisa tirar a produção agrícola ou levar os filhos à escola. Onde o poder público garantiu tráfego livre, hoje restam atoleiros que isolam comunidades inteiras.
"A gente ouviu que
nenhum produtor ficaria no isolado, que as máquinas passariam e deixariam tudo
pronto para o ano inteiro. Hoje, o que a gente espera amargamente é que essa
promessa seja cumprida", desabafa um morador da região que prefere não se
identificar.
Falta de Manutenção e
Gestão
A situação do Ramal do
Barro Alto não é um caso isolado, mas um sintoma de uma gestão que parece ter
subestimado os desafios da infraestrutura rural. A falta de um cronograma
eficiente de manutenção e o uso de materiais de baixa qualidade em intervenções
paliativas fazem com que, a cada chuva, o dinheiro público escorra pelo ralo.
Enquanto a prefeitura
mantém o discurso de eficiência, o povo do km 14 da Transacreana segue
enfrentando dificuldades básicas de locomoção. O sentimento geral é de que a
população foi enganada por um marketing político que ignora a realidade dos pés
descalços e dos pneus atolados na lama acreana.
GIRO ACREANO A voz de quem vive a realidade do nosso estado.

Enviar um comentário