A estrutura, essencial para o fluxo diário entre os dois municípios, apresenta buracos e madeira em decomposição, elevando o risco de acidentes graves.

BRASILÉIA/EPITACIOLÂNDIA – O que deveria ser um trajeto de rotina transformou-se em uma "prova de obstáculos" perigosa para quem precisa atravessar a ponte que liga as cidades irmãs de Epitaciolândia e Brasiléia. Pedestres que utilizam a estrutura diariamente entraram em contato com a reportagem para denunciar o estado crítico de conservação das passarelas de madeira.

Estrutura em Ruínas

O cenário é alarmante. Em diversos pontos da travessia, as tábuas estão completamente podres, cedendo sob o peso dos passantes. O resultado são buracos abertos que expõem o vão da ponte, obrigando crianças, idosos e trabalhadores a realizarem manobras arriscadas para não caírem ou prenderem o pé nas frestas.

A situação se agrava em dias de chuva, quando a madeira molhada torna-se escorregadia, ocultando a fragilidade de partes da estrutura que já estão em estágio avançado de decomposição.

O Medo de Quem Atravessa

Para quem depende da ponte para trabalhar ou estudar, a sensação é de total insegurança. Uma moradora da região que cruza a ponte todos os dias, expressa sua indignação:

"A gente passa com o coração na mão. As tábuas estão podres, você pisa e sente o balanço. Tem buraco em todo lugar. O que nós queremos é uma melhoria urgente, uma reforma de verdade, antes que o pior aconteça e alguém sofra um acidente grave aqui", reivindica a moradora.

Apelo às Autoridades

Até o fechamento desta matéria, a manutenção da passarela parece não ter entrado no cronograma imediato das prefeituras ou dos órgãos responsáveis. Enquanto a solução não vem, os moradores seguem improvisando rotas e desviando dos buracos, esperando que o poder público aja antes que a negligência se transforme em tragédia.


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