FEIJÓ, ACRE – Conhecida nacionalmente por produzir um dos melhores frutos do país, a cidade de Feijó vive um paradoxo que amarga o dia a dia de seus habitantes. Enquanto o título de "Capital do Açaí" brilha em eventos oficiais, o brilho desaparece ao virar a esquina: o que se vê é um cenário de abandono, onde ruas de áreas urbanas já não se diferenciam mais dos ramais de barro da zona rural.

O Grito de Socorro da Cohab

O ponto crítico dessa crise de infraestrutura desaguou no bairro Cohab. Nos últimos dias, vídeos que circulam intensamente nas redes sociais expuseram a face mais cruel do descaso. As imagens mostram uma completa intrafegabilidade: o que deveria ser asfalto ou pavimentação em tijolos virou um lamaçal denso, transformando o direito de ir e vir em uma gincana de sobrevivência.

"Não aguentamos mais. É humilhante morar em uma cidade com esse título e ter que carregar a moto nas costas ou ver o carro atolado na porta de casa", desabafa um morador em um dos vídeos compartilhados.

Atoleiros Urbanos: Carros e Motos Reféns da Lama

A situação não é apenas estética; é econômica e de saúde pública. Relatos indicam que:

Veículos atolados: Carros de passeio e até motocicletas ficam presos em crateras de lama em plena zona urbana.

Serviços essenciais: Ambulâncias e viaturas têm dificuldade de acesso, colocando a vida dos cidadãos em risco.

Comércio local: A entrega de mercadorias é prejudicada, encarecendo o custo de vida.

O Que a População Reivindica

A comunidade não exige luxo, mas dignidade. O clamor popular foca em soluções práticas que já deveriam ter chegado a um município de pequeno porte, mas de grande importância estadual:

Pavimentação Asfáltica: Para as vias principais de maior fluxo.

Tijolagem: Uma alternativa viável e comum na região para ruas secundárias, garantindo solo firme.

Drenagem: Para evitar que qualquer chuva transforme os bairros em extensões do Rio Envira.

A população de Feijó pede socorro e uma intervenção urgente das autoridades municipais e estaduais. O sentimento geral é de que a "Capital do Açaí" não pode ser apenas uma marca de exportação, mas precisa ser, antes de tudo, um lugar onde se consiga caminhar sem atolar os pés.



Postar um comentário