RIO BRANCO – O ditado
popular diz que "quem quer faz, quem não quer manda". Mas, para os
moradores da Rua Monte Sinai, no Loteamento Santa Elena, a paciência com as
promessas do poder público chegou ao limite. Cansados de conviver com a lama, a
poeira e o prejuízo nos veículos, a própria comunidade se uniu nesta semana
para realizar uma "operação tapa-buracos" independente.
A cena chamou a atenção
de quem passava pelo local: homens, munidos de enxadas e materiais
improvisados, trabalhando sob o sol para tentar devolver a trafegabilidade à
via. Segundo os residentes, a Rua Monte Sinai se tornou um verdadeiro
"cenário de guerra", dificultando até a entrada de serviços básicos,
como entregas e transporte por aplicativo.
"A gente paga nossos
impostos e espera o mínimo de dignidade. Como a prefeitura não aparece, nós
mesmos tivemos que tirar do nosso bolso e do nosso tempo para conseguir sair de
casa sem quebrar o carro", desabafou um dos moradores que liderou a
iniciativa.
Um "Recadinho"
para a Gestão Municipal
Além do trabalho braçal,
o grupo não perdeu a oportunidade de enviar um recado direto ao Prefeito de Rio
Branco. A ação serviu como um protesto silencioso — e ao mesmo tempo barulhento
— sobre a ausência de manutenção asfáltica nos bairros periféricos da capital.
Os moradores afirmam que
diversas solicitações foram feitas via canais oficiais, mas a resposta sempre
foi o silêncio ou o adiamento dos prazos. Agora, o "asfalto
comunitário" é o símbolo de uma revolta contra o abandono.
Impactos no Cotidiano
A situação da Rua Monte
Sinai reflete um problema crônico enfrentado por diversos loteamentos em Rio
Branco:
Danos Materiais:
Moradores relatam quebras frequentes de suspensão e pneus furados.
Insegurança: A baixa velocidade
exigida pelos buracos torna os motoristas alvos fáceis para assaltos.
Saúde: A poeira no verão
e a lama no inverno agravam problemas respiratórios e de locomoção.

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