O Ministério Público do
Estado do Acre (MPAC) subiu o tom em relação à transparência do programa
habitacional “1.001 Dignidades”. Por meio de uma recomendação expedida pela
Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, o órgão
deu um prazo improrrogável de 15 dias para que o prefeito de Rio Branco
apresente a documentação completa da iniciativa.
A medida faz parte do
Inquérito Civil nº 06.2026.00000039-8 e possui caráter preventivo. O objetivo
central é garantir o direito à moradia e evitar que o caso precise ser levado à
Justiça por falta de clareza administrativa.
Falta de transparência
gera alerta
Segundo o promotor de
Justiça Thalles Ferreira Costa, informações enviadas anteriormente pela gestão
municipal estavam "desconectadas" do que foi solicitado. Para o MPAC,
essa postura compromete a transparência e fragiliza a confiança da população,
especialmente por se tratar de um projeto voltado a famílias em situação de
vulnerabilidade social.
"Programas habitacionais geram expectativa legítima quanto à efetivação do direito fundamental à moradia, o que exige planejamento adequado, respaldo legal e ampla publicidade", destaca o documento.
O que o MPAC quer saber?
A lista de exigências é
extensa e visa mapear a viabilidade real do programa. Entre os itens
requisitados estão:
Processo administrativo
completo e atos formais de criação;
Projetos urbanísticos e
arquitetônicos devidamente aprovados;
Pareceres técnicos e
jurídicos que fundamentam o projeto;
Origem dos recursos e
cronograma físico-financeiro;
Estágio atual de execução
das obras.
Fiscalização in loco
Além da papelada, o
Ministério Público determinou que a prefeitura designe um servidor para
acompanhar uma fiscalização presencial. A vistoria da equipe da Promotoria já
tem data marcada: 27 de fevereiro, às 9h, no local previsto para a implantação
das unidades habitacionais.
Consequências
Caso a prefeitura não
cumpra os prazos ou apresente dados insuficientes, o MPAC alerta para a
possibilidade de:
Adoção de medidas
administrativas imediatas.
Ajuizamento de uma Ação Civil Pública para apurar responsabilidades.
Intervenção judicial para
assegurar a regularidade da política habitacional.
Nota: Até o fechamento
desta matéria, a Prefeitura de Rio Branco não havia se pronunciado oficialmente
sobre a recomendação.




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