RIO BRANCO, ACRE – O cenário de descaso no Belo Jardim ganhou um rosto e um desabafo doloroso nesta semana. No Ramal da Zezé, a indignação de uma moradora idosa expõe o abismo entre as promessas da gestão municipal e a realidade de quem vive no "barro". Com um filho cadeirante em casa, a moradora clama por uma intervenção urgente da Prefeitura de Rio Branco.

O Isolamento Forçado pela Lama

O que deveria ser uma via de acesso transformou-se em uma armadilha intrafegável. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver a precariedade do ramal, tomado por buracos e lamaçal, impedindo o tráfego de veículos comuns e dificultando até a passagem a pé.

Para esta mãe, o problema vai muito além do desconforto: é uma questão de saúde e sobrevivência. Com o filho dependente de uma cadeira de rodas, tarefas simples, como uma consulta médica ou um deslocamento de emergência ao hospital, tornaram-se missões quase impossíveis.

"É uma humilhação. Como eu saio com meu filho daqui? Se ele passar mal, ele morre porque o carro não entra e a cadeira não passa", desabafa a idosa que transborda revolta.

Gestão sob Crítica

A situação no Ramal da Zezé levanta um questionamento inevitável sobre as prioridades da atual gestão pública. Enquanto o centro da capital recebe atenção, as periferias e ramais parecem ter sido riscados do mapa de manutenção da Secretaria de Obras.

A falta de um cronograma eficiente de pavimentação ou, no mínimo, de um trabalho de piçarramento adequado, condena famílias inteiras ao isolamento. A indignação da moradora é o reflexo de uma comunidade que paga seus impostos, mas recebe em troca o abandono.

Os moradores seguem aguardando mais do que "curtidas" em redes sociais oficiais; eles esperam máquinas na pista e dignidade no acesso às suas casas.

Assista ao vídeo da denúncia:



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