RIO BRANCO – O cenário é de abandono. Para quem vive nas travessas Capixaba e Rosa, localizadas no Ramal do Canil, na Vila Acre, a rotina não é definida pelo calendário, mas pelas condições do solo. Entre buracos profundos e um lamaçal que parece não ter fim, a comunidade afirma que o "dever de casa" da Prefeitura de Rio Branco simplesmente não está sendo feito.

Promessas que não pavimentam

Cansados do que definem como "blablablá" institucional, os moradores relatam que as promessas de melhoria chegam com frequência, mas as máquinas, nunca. O sentimento de indignação tomou conta de quem precisa transitar diariamente por vias que mais parecem trilhas intransitáveis do que ruas de uma capital.

"A gente não sabe mais a quem recorrer. O poder público virou as costas para nós. Vivemos sob a inoperância de uma gestão que ignora a periferia", desabafa um morador que prefere não se identificar, mas que resume o sentimento coletivo da vizinhança.

Os impactos da inoperância

A falta de infraestrutura básica não é apenas um problema estético ou de conforto; é uma barreira que afeta a saúde e a segurança:

Acessibilidade zero: Veículos de emergência, como ambulâncias, e carros de entrega têm dificuldade extrema de acesso.

Prejuízo financeiro: Moradores relatam danos constantes em veículos e gastos extras com limpeza e manutenção.

Saúde pública: A lama acumulada e os buracos tornam-se criadouros de insetos e dificultam a locomoção de idosos e crianças.

Cadê a Prefeitura?

Enquanto a publicidade oficial muitas vezes foca em áreas centrais, as travessas do Ramal do Canil servem como um lembrete incômodo da ausênciado poder púbico. A crítica da comunidade é direta: não se trata de falta de verba, mas de prioridade e respeito com o cidadão que paga seus impostos e recebe, em troca, o isolamento forçado pela lama.

Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não havia enviado equipes ou apresentado um cronograma concreto de obras para a região. Para os moradores da Vila Acre, resta a espera — e a indignação de quem se sente invisível aos olhos municipal.



Postar um comentário