SENA MADUREIRA – O
cenário político no Acre ganhou tons de confronto direto nesta quinta-feira,
12. O que começou como uma cobrança administrativa escalou para um embate
pessoal e político entre o Governador do Estado, Gladson Cameli (PP), e o
Prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP).
Em agenda oficial,
governador abandona tom conciliador, chama atitude de prefeito de “falta de
educação” e escancara rachadura na base aliada visando 2026.
Conhecido por seu estilo
diplomático e pelo bordão "paz e amor", o governador Gladson Cameli
(PP) surpreendeu aliados e opositores ao adotar uma postura rígida e incisiva
contra a gestão municipal de Sena Madureira, sob o comando do prefeito Gerlen
Diniz.
O estopim para o mal-estar teria ocorrido durante uma agenda oficial na região. Cameli não poupou críticas à condução das políticas públicas locais e sugeriu que a prefeitura precisa "alinhar as prioridades" com as necessidades do Estado, indicando que a atual gestão estaria agindo de forma isolada ou em descompasso com o governo estadual.
"Falta de
Educação"
O momento de maior tensão
ocorreu quando Gladson comentou um episódio específico envolvendo o prefeito.
Sem rodeios, o governador classificou a conduta de Gerlen Diniz como uma “falta
de educação” e admitiu publicamente o que os bastidores já sussurravam: a
relação institucional e pessoal entre os dois está seriamente arranhada.
"A política se faz
com respeito e diálogo. Quando a educação fica de fora, o trabalho pelo povo
acaba prejudicado", afirmou Cameli a interlocutores próximos, em tom
descrito por aliados como "enérgico e definitivo".
Mensagem aos Aliados: O
tom rígido serve como um aviso para outros gestores municipais sobre a
importância da lealdade e do alinhamento político.
Sucessão Estadual: Com o
fim de seu mandato se aproximando, cada movimento de Cameli agora é calculado
para garantir que ele mantenha o capital político necessário para influenciar
sua própria sucessão e a disputa pelas vagas ao Senado.
Repercussão
Em Sena Madureira, o
clima é de incerteza. A prefeitura ainda não emitiu uma nota oficial detalhada
sobre as declarações do governador, mas o grupo político ligado a Gerlen Diniz
já começa a recalcular a rota. O que se sabe é que o "gelo" entre o
Palácio Rio Branco e a principal prefeitura do vale do Iaco deve ditar o ritmo
das articulações partidárias nos próximos meses.
A cordialidade habitual
de Cameli deu lugar a uma face mais pragmática e combativa — uma versão do
governador que parece estar pronta para os embates que o calendário eleitoral
de 2026 irá exigir.

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