O registro feito na região da comunidade Mamoré viralizou nas redes sociais e expõe a precariedade da rodovia durante o inverno amazônico.

TARAUACÁ, AC – Um vídeo que circula nas redes sociais nesta semana acendeu o sinal de alerta para quem precisa trafegar pela BR-364, no interior do Acre. As imagens mostram o momento em que um motorista de ônibus, diante de um buraco de grandes proporções no trecho próximo à comunidade Mamoré, utiliza um pedaço de madeira para medir a profundidade da vala.

O teste improvisado choca pela profundidade constatada, evidenciando que o asfalto cedeu a ponto de oferecer riscos graves a veículos de pequeno e grande porte. O trecho em questão fica no sentido Tarauacá – Cruzeiro do Sul, uma rota vital para o abastecimento e deslocamento dos moradores do Juruá.

O Medo do Isolamento

Com o agravamento das chuvas típicas do inverno amazônico, a erosão no local tem avançado rapidamente. Motoristas e caminhoneiros que passam pela região diariamente relatam o receio de que a rodovia seja totalmente interditada caso o solo continue cedendo.

"A cada dia que passa, o buraco aumenta. Se não houver uma intervenção agora, o Juruá corre o risco de ficar isolado por terra novamente. É perigoso, principalmente à noite, quando a visibilidade é baixa", afirmou um condutor.

Reclamações e Cobranças

A precariedade da BR-364 não é um problema novo, mas a situação na comunidade Mamoré atingiu um nível crítico. Usuários da via utilizam as redes sociais para cobrar providências urgentes das autoridades competentes. As principais queixas envolvem:

Risco de Acidentes: A profundidade do buraco pode causar quebra de eixos ou capotamentos.

Atrasos em Viagens: O tráfego flui em meia pista e com extrema lentidão.

Incerteza: A falta de sinalização adequada no local aumenta o perigo para motoristas que não conhecem o trecho.

O que dizem as autoridades?

Até o fechamento desta reportagem, não houve confirmação oficial de intervenções emergenciais por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no ponto específico da comunidade Mamoré. A ausência de maquinário no local preocupa quem depende da estrada para trabalhar.

O espaço segue aberto para o posicionamento dos órgãos responsáveis sobre o cronograma de manutenção e reparos para a região.



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