RIO BRANCO, AC – Um advogado, que já fazia uso de monitoramento por tornozeleira eletrônica, foi preso em flagrante pela Polícia Militar na madrugada desta terça-feira (17), em um motel da capital acreana. Ele é suspeito de manter um jovem de 18 anos em cárcere privado e de cometer crimes sexuais.

A Intervenção Policial

A guarnição chegou ao local após denúncias. Ao entrarem no estabelecimento, os policiais constataram que a porta do quarto não estava trancada. No entanto, ao avançarem pela acomodação, perceberam que a porta do banheiro estava trancada por dentro.

Houve diversas ordens para que os ocupantes saíssem, mas todas foram negadas. Diante da resistência e com a autorização da gerência do motel, os policiais militares arrombaram a porta do banheiro.

O Resgate da Vítima

No interior do compartimento, os policiais encontraram o advogado e um jovem de 18 anos. Segundo o boletim de ocorrência, o advogado tentou impedir, de forma agressiva, que os agentes estabelecessem contato direto com o rapaz.

O jovem foi encontrado em estado de choque, chorando e apresentando extremo nervosismo. Em seu relato à polícia, ele explicou que:

Conheceu o suspeito através de um aplicativo de relacionamentos.

Aceitou ir ao motel apenas para consumir bebidas alcoólicas.

Foi coagido e obrigado a tocar as partes íntimas do advogado sem consentimento.

Ao tentar recusar as investidas e sair do local, foi impedido pelo agressor, configurando o cárcere privado.

A vítima relatou ainda que conseguiu se trancar no banheiro em uma tentativa de proteção, mas que o advogado continuou a mantê-lo sob ameaça e coação.

Procedimentos Legais

O advogado, que já possui histórico criminal (evidenciado pelo uso da tornozeleira), apresentava sinais de alteração no momento da abordagem. Ambos foram conduzidos à Delegacia de Flagrantes (DEFLA) para o registro da ocorrência e a tomada de depoimentos.

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar se há outras vítimas e analisar o descumprimento das medidas cautelares do uso do monitoramento eletrônico por parte do detido.


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