A educação é uma das
ferramentas usadas no processo de ressocialização de pessoas privadas de
liberdade, podendo transformar o destino daqueles que buscam uma mudança de
vida no seu retorno à sociedade, especialmente com foco na recolocação no mercado
de trabalho.
Com esse objetivo, os estabelecimentos penais do Acre possuem escolas dentro das unidades prisionais, que disponibilizam a escolarização por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em uma parceria entre Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e Secretaria de Estado de Educação (SEE).
Para ter acesso às vagas em uma dessas escolas, os familiares de pessoas privadas de liberdade precisam levar a documentação necessária.
“Cópia do RG, número de
CPF e comprovante de escolaridade. No caso de conclusão de alguma etapa, a
família tem que levar o certificado e o histórico. No caso de não conclusão, de
estudo parcial, só o histórico”, explica a chefe da Divisão de Educação Prisional
do Iapen, Margarete Santos.
A matrícula fica aberta a
qualquer tempo, durante todo o ano, e o Iapen recebe a documentação no Núcleo
de Atenção à Família (NAF) de Rio Branco, que também recebe para os internos da
unidade de Senador Guiomard, e nos NAFs dos demais municípios, Sena Madureira,
Tarauacá e Cruzeiro do Sul, Margarete explica ainda que é feita “uma
classificação da necessidade educacional e eles ficam numa lista de espera, de
acordo com a necessidade que têm. E vão sendo inseridos à medida que vão surgindo
as vagas”.

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