O governador Gladson
Camelí acompanhou neste sábado, 17, a elevação do nível do Rio Acre, em Rio
Branco, e destacou as ações dos órgãos de Comando e Controle para reduzir os
impactos da cheia sobre a população. Ele também fez um apelo à colaboração e
empatia dos moradores diante do momento crítico, reforçando que a união é
essencial para evitar danos maiores.
Na Gameleira, o major Roger Santos, comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, apresentou ao governador as medidas adotadas para atender a população atingida na capital e confirmou que, às 16h, o nível do manancial já havia alcançado 14,40 metros. As cotas de alerta e de transbordo do Rio Acre são de 13,50 metros e 14 metros, respectivamente.
No fim de dezembro, o
governo do Acre decretou situação de emergência em seis municípios atingidos
pela elevação do nível dos rios. Desde então, o Estado vem apoiando as Defesas
Civis municipais de Tarauacá, Feijó, Santa Rosa do Purus, Rio Branco, Plácido
de Castro e Porto Acre, por meio de ações integradas de monitoramento e
assistência humanitária.
“Estamos trabalhando para evitar que mais pessoas precisem deixar suas casas e sofram prejuízos. A tendência é de baixa, mas, diante do volume de chuvas, precisamos manter ações de governo para reduzir os impactos”, afirmou o governador.
Ele também fez um alerta
à população sobre os riscos de acidentes às margens do rio. “Muita gente vem
pescar ou observar a enchente, mas é fundamental ter cuidado e consciência. Há
casas alagadas e situações que exigem sensibilidade e responsabilidade. Nossa
prioridade é a prevenção”, disse.
O governador garantiu que o Estado seguirá atuando em todos os municípios atingidos. “Não apenas em Rio Branco, mas em qualquer cidade que esteja sofrendo com a elevação das águas, estaremos juntos para amenizar a dor das famílias. Já determinei às equipes que não deixem para amanhã o que precisa ser feito hoje”, concluiu.
O major Roger Santos,
comandante da operação de desastre hidrológico em Rio Branco, informou que já
está em funcionamento o posto de comando integrado, reunindo Defesa Civil
municipal e estadual, Corpo de Bombeiros e demais secretarias.
Segundo ele, o
atendimento às famílias atingidas ocorre de forma coordenada. “O Rio Acre
apresenta elevação lenta e progressiva, o que até agora afetou poucas pessoas.
Com a cota de 14,40 metros, já atendemos 13 famílias, cerca de 30 pessoas, que
foram alojadas no Parque de Exposições. Além disso, sete famílias indígenas
foram direcionadas para a Escola Leôncio de Carvalho, em respeito às suas
tradições”, explicou.
O comandante destacou que a expectativa é de estabilização do nível do rio nos próximos dias. “Imaginamos que amanhã o ritmo de subida diminua e, se tudo der certo, na segunda-feira [19] o rio comece a estabilizar e depois a baixar. Permaneceremos de prontidão durante todo o período para garantir o melhor atendimento à população”, afirmou.
Atualmente, dois locais de abrigo estão em funcionamento: o Parque de Exposições, com capacidade para 70 famílias, oito já ocupadas, e a Escola Leôncio de Carvalho, destinada ao grupo indígena.
Santos também ressaltou o
papel da tecnologia no enfrentamento da cheia. “O aplicativo Família Segura e a
plataforma Climate têm sido fundamentais para agilizar a comunicação e o
planejamento das ações. Essas ferramentas permitem acompanhar em tempo real o
número de famílias atingidas e facilitam a tomada de decisões”, finalizou.

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