Mesmo localizado a poucos quilômetros do perímetro urbano, Projeto de Assentamento sofre com lama e descaso; promessa de "ramais trafegáveis o ano todo" vira frustração para famílias.
RIO BRANCO – O slogan "Produzir para Empregar", que foi o carro-chefe da campanha da atual gestão municipal, parece não ter cruzado a fronteira do quilômetro 14 da Transacreana (AC-90). Na manhã desta sexta-feira, uma multidão de produtores rurais do Projeto de Assentamento Barro Alto decidiu interromper a rotina de cultivo para realizar uma força-tarefa de emergência. O objetivo? Tentar garantir o direito básico de ir e vir.
Com o rigor do inverno amazônico apenas começando, o cenário no ramal já é desolador. O que antes era estrada, hoje é um rastro de lama densa que ameaça isolar dezenas de famílias que dependem do escoamento de seus produtos para sobreviver.
Promessa de Campanha vs. Realidade na Lama
A indignação dos
moradores não é apenas com a chuva, mas com a falta de palavra. Durante o
período eleitoral, a gestão municipal garantiu que todos os ramais de Rio
Branco seriam trafegáveis de "inverno a verão". No entanto, para quem
vive no Barro Alto — tecnicamente um "vizinho" da zona urbana — a
realidade é de abandono.
"É uma vergonha. Estamos do lado da cidade e parece que fomos esquecidos no meio da selva. Como vamos produzir para empregar se não conseguimos sequer tirar o trator ou a caminhonete do lugar?", desabafou um dos produtores presentes no mutirão.
O isolamento forçado atinge diretamente o bolso do produtor e a mesa do consumidor rio-branquense. Sem condições de tráfego, a produção de hortifrúti e outros gêneros agrícolas apodrece na beira da estrada ou encarece devido à dificuldade de transporte.
O espaço segue aberto
para esclarecimentos.


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