Lama, buracos e matagal tomam conta das vias; "A prefeitura nos esqueceu", desabafa moradora sobre a situação das ruas intrafegáveis no bairro de Rio Branco.
Rio Branco, AC – O que
deveria ser o caminho de casa tornou-se uma gincana perigosa para os moradores
do bairro Jorge Lavocate. Cansados de esperar por promessas que nunca saem do
papel, a comunidade decidiu romper o silêncio e expor a situação de
precariedade extrema em que vivem. A falta de infraestrutura básica transformou
o bairro em um cenário de abandono, marcado por ruas intrafegáveis e insegurança.
Um cenário de guerra
contra a lama
Caminhar pelas ruas do
Jorge Lavocate hoje exige esforço e botas de borracha. Com a chegada do período
de chuvas, o que restava do asfalto desapareceu sob camadas espessas de lama e
crateras que impedem a passagem de veículos particulares, serviços de entrega
e, em casos mais graves, até de viaturas de polícia e ambulâncias.
"Aqui, se alguém
passar mal, o socorro não chega na porta. Temos que carregar o doente no braço
até a avenida principal", relata um morador que preferiu não se
identificar.
Os principais problemas
relatados:
Vias Intrafegáveis:
Buracos profundos que danificam veículos e impedem o fluxo de transporte
coletivo.
Matagal Avançado: O mato
alto tomou conta das calçadas e terrenos baldios, servindo de criadouro para
insetos e aumentando a sensação de insegurança.
Falta de Saneamento: A
ausência de escoamento adequado faz com que a água da chuva acumule, piorando o
estado das vias e gerando mau cheiro.
O sentimento de
invisibilidade
Para a comunidade, a
sensação é de que o bairro foi "riscado do mapa" pela Prefeitura de
Rio Branco. Os moradores afirmam que diversas solicitações de manutenção já
foram feitas aos órgãos competentes, mas até o momento, nenhuma equipe de obras
foi vista na região.
"Pagamos nossos impostos e o que recebemos em troca é descaso. O Jorge Lavocate parece que não faz parte da cidade para o poder público", desabafa outra residente, apontando para uma das ruas onde o mato já ocupa metade da pista.
Sem uma resposta
concreta, os moradores rompem o silêncio para chamar a atenção da gestão
municipal. O objetivo é claro: dignidade e o direito básico de ir e vir sem
atolar na porta de casa.

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