FEIJÓ, AC – O que deveria
ser o principal corredor logístico do Acre transformou-se em um teste de
sobrevivência para quem depende da BR-364. Nas últimas 48 horas, novos
incidentes foram registrados nas proximidades do município de Feijó, onde o
asfalto cedeu lugar a crateras e lamaçais, provocando o tombamento de veículos
de carga e deixando motoristas isolados.
O trecho que liga os
municípios de Manoel Urbano, Feijó e Tarauacá é apontado por condutores como o
mais crítico. Relatos de motoristas que trafegam pela região descrevem uma
"aventura de rali" forçada, mas sem o glamour das competições e com
prejuízos reais no bolso.
"Não é mais uma
estrada, é um campo de provas. Você tenta desviar de um buraco e cai em outro
que vira o caminhão. É um prejuízo atrás do outro e a gente coloca a vida em
risco todo dia", desabafa um caminhoneiro, que teve sua carga danificada
após um tombamento.
As imagens enviadas a nossa redação, mostram a gravidade da situação:
Caminhões tombados:
Veículos pesados não suportam a inclinação causada pelas depressões na pista.
Atrasos logísticos:
Trajetos que deveriam durar poucas horas estão levando dias, afetando o
abastecimento de mercadorias.
Danos mecânicos: Quebra
de suspensão, pneus estourados e eixos rompidos são ocorrências diárias.
Impacto Econômico e
Social
A precariedade da BR-364
isola o interior do estado e encarece o frete, o que reflete diretamente no
preço dos alimentos e combustíveis para o consumidor final. Além disso, a
dificuldade de acesso compromete o transporte de pacientes em ambulâncias, que
muitas vezes precisam reduzir drasticamente a velocidade para evitar acidentes.
Imagens
cedidas por: Bento Sousa



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