O ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no
Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como
Papudinha, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A decisão foi tomada no
âmbito do julgamento da Ação Penal 2668, que fixou pena privativa de liberdade
ao ex-presidente.
A ordem prevê que
Bolsonaro cumpra a pena em Sala de Estado Maior, estrutura diferenciada dentro
da unidade militar.
Na decisão, Moraes
determina que a remoção seja feita de forma imediata, encerrando o período em
que Bolsonaro permanecia custodiado nas dependências da Polícia Federal.
A mudança também
permitirá o início imediato de sessões de fisioterapia no período noturno,
conforme recomendação médica, o que não é possível na Polícia Federal por
razões de segurança. Além disso, será viabilizada a instalação de aparelhos
como esteira e bicicleta.
Bolsonaro mantém o
direito a atendimento médico particular 24 horas, ao deslocamento para
hospitais em casos de urgência, sem necessidade de comunicação prévia, e à
entrega diária de refeições especiais.
Além disso, a Papudinha
dispõe de um posto de saúde com equipe composta por dois médicos clínicos, três
enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um
fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico,
que atendem exclusivamente os presos custodiados no local.
O ministro também
determinou que o ex-presidente seja submetido a uma junta médica oficial da
Polícia Federal, a fim de avaliar seu estado de saúde e subsidiar a decisão
sobre o pedido da defesa de prisão domiciliar humanitária ou eventual
necessidade de transferência para hospital penitenciário.
O ministro indeferiu o pedido de acesso a aparelho de televisão do tipo Smart TV. Segundo ele, a possibilidade de conexão à rede mundial de computadores, a aplicativos de comunicação e a plataformas digitais amplia significativamente os riscos à segurança institucional, podendo viabilizar comunicações indevidas com o meio externo, a prática de ilícitos, a obtenção de informações não autorizadas e a burla aos mecanismos de controle.
O relator lembrou que, desde o início de sua permanência na Superintendência Regional da Polícia Federal, Bolsonaro tem acesso a televisão colorida e a todos os programas jornalísticos dos canais abertos, o que será mantido com a transferência para outro estabelecimento prisional.
Assiste ao vídeo das
instalações.

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