A infraestrutura do Segundo Distrito de Rio Branco enfrenta um desafio crítico que coloca em xeque o direito de ir e vir de dezenas de famílias. A cabeceira da ponte sobre o Igarapé Belo Jardim apresenta sinais severos de erosão, agravados pelas fortes chuvas que atingiram a capital nos últimos dias. O cenário é de abandono e medo: se o solo continuar cedendo, a comunidade corre o risco iminente de isolamento total.

O que antes era uma via segura de escoamento e trânsito agora se tornou uma armadilha para motoristas e pedestres. A força das águas removeu a camada de sustentação do aterro, criando crateras que avançam sobre a pista.

Para quem vive no entorno, o problema não é novo, mas a omissão do poder público atingiu um limite perigoso. "Cada chuva forte é uma noite sem dormir. A gente vê a terra descendo e nada de uma solução definitiva", relata um morador local.

O agravamento da situação levanta críticas contundentes à gestão municipal:

Falta de Manutenção Preventiva: O problema da erosão não surge do dia para a noite. A ausência de contenção adequada nas margens do igarapé permitiu que o processo chegasse ao estado atual.

Risco Logístico: A ponte é o principal acesso para serviços básicos. Caso a estrutura colapse, o acesso de ambulâncias, viaturas de polícia e caminhões de lixo será interrompido.

Prejuízo Econômico: Pequenos produtores e comerciantes do Segundo Distrito já sentem o impacto, temendo que o escoamento de produtos seja bloqueado permanentemente.

Até o fechamento desta edição, os órgãos de infraestrutura urbana não haviam iniciado obras de contenção emergencial, limitando-se, em casos anteriores, a paliativos que são levados pela próxima enxurrada.

É inadmissível que, em pleno 2026, comunidades urbanas ainda vivam sob o espectro do isolamento por falta de obras básicas de drenagem e engenharia. A ponte do Belo Jardim é um símbolo da urgência que o Segundo Distrito exige.

A comunidade espera uma resposta que vá além de cavaletes de sinalização. É necessário um plano de engenharia que inclua o enrocamento (proteção com pedras) ou a construção de um muro de arrimo robusto para segurar o avanço do igarapé.


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