O engenheiro civil da Prefeitura de Rio Branco Rafael Wiciuk foi preso pela Polícia Federal por posse e porte irregular de arma de fogo durante a Operação Dilapsio, em Rio Branco. A polícia cumpria mandados de busca e apreensão na casa de Rafael nessa quarta-feira (3) quando encontrou as armas.

Segundo as investigações da polícia, o engenheiro civil está envolvido no esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas, uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro envolvendo as prefeituras de Plácido de Castro, Assis Brasil e Senador Guiomard.

Foi apuraram que Rafael é concursado e atua como auditor fiscal de obras e urbanismo da prefeitura. O servidor deve passar por audiência de custódia nesta quinta (4).

A defesa de Rafael informou que não teve acesso à íntegra do autos e solicitou a habitação para se pronunciar sobre as investigações posteriormente. Sobre a prisão, o advogado Gustavo Caspary afirmou que 'Rafael Wiciuk tem a posse devidamente legalizada da arma de fogo e tudo será devidamente esclarecido em momento oportuno'.

A reportagem também apurou que Rafael é dono das empresas alvos dos mandados de busca e apreensão da PF nessa quarta.

As prefeituras de Assis Brasil, Plácido de Castro e Senador Guiomard, interior do Acre, foram alvos da ação da Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal (PF) que investiga fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas, uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro.

Os crimes envolvem dinheiro federal enviado para vários municípios do Acre. Sete mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Rio Branco e três em Plácido de Castro, Assis Brasil e Senador Guiomard, foram cumpridos na manhã dessa quarta-feira (3).

Os órgão começaram a investigação em fevereiro de 2025, após levantamentos feitos pela CGU. As investigações indicam que o grupo investigado teria manipulado contratações custeadas com recursos federais, entre eles emendas parlamentares, o que teria causado um prejuízo estimado em R$ 3,3 milhões.

Marcos Nascimento, delegado de Polícia Federal que atuou na operação, explicou que foram apreendidos cerca de R$ 120 mil em espécie, diversas mídias, celulares, notebook e documentação nesta quarta. Ele destacou que essa é a primeira fase da Operação Dilapsio.

"A partir dessa documentação, dessas mídias, após a perícia, vamos aprofundar a investigação e tentar identificar possíveis novos empresários, novos envolvidos, se houve, de fato envolvimento de agentes, públicos e dar seguimento", disse.

Segundo a PF-AC, as irregularidades investigadas envolvem adesão à ata de registro de preços da Prefeitura de Rio Branco pelos outros três municípios.

As investigações iniciaram quando a CGU identificou uma ata de registro de preço da Prefeitura de Rio Branco que foi utilizada pelas prefeituras de Senador Guiomard, Plácido de Castro e Assis Brasil para dar iniciar processos licitatórios.

"Identificamos um grupo econômico, formado a princípio com três empresas, sendo duas aparentemente de fachada, sob controle de um agente público do município de Rio Branco, que teria forjado toda essa estrutura para poder beneficiar uma dessas empresas nessas três prefeituras", explicou o delegado.

Marcos Nascimento detalhou destacou que as buscas se concentraram nos empresários e nas empresas nesse primeiro momento. Com relação as prefeitura citadas, o objetivo foi arrecadar toda a documentação usada no procedimento licitatório.

"Foram bloqueados cerca de R$ 3,3 milhões do grupo e vamos tentar dar continuidade e prosseguir com as investigações para saber a verdade dos fatos", finalizou.

O superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU), Nilo Lima, afirmou que foi identificado um padrão de contratação a atas de registro de preço do Programa Asfalta Rio Branco para beneficiar o grupo criminoso.

O objetivo, segundo as investigações, era fazer as contratações com as atas de registro de preços com valores fraudulentos.

"Essas adesões seguiram um padrão para beneficiar as empresas em cotação de preço para dar uma aparência de valor nas contratações efetuadas. As constatações da CGU evidenciaram um prejuízo de mais de R$ 3 milhões, que já foi autorizado um bloqueio para ressarcimento ao erário", complementou.


 Fonte g1

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