RIO BRANCO – Na tarde desta segunda-feira (19), o fluxo de veículos na BR-364, um dos principais eixos de escoamento e transporte da capital acreana, foi interrompido por um protesto organizado por moradores dos bairros Joafra, Sapolândia e Mocinha Magalhães. A mobilização, concentrada na altura da rotatória da Coca-Cola, cobrou providências urgentes das autoridades municipais sobre problemas crônicos de infraestrutura e a escassez no abastecimento de água.
Os manifestantes utilizaram pneus e pedaços de madeira para impedir a passagem de veículos, gerando um congestionamento quilométrico que afetou tanto quem tentava entrar quanto quem saía da cidade.
Segundo os líderes do movimento, as comunidades sofrem há meses com o desabastecimento de água potável, obrigando famílias a recorrerem a poços ou à compra de galões. Além disso, as condições das vias internas dos bairros — tomadas por buracos e lama — foram apontadas como um fator de isolamento para os moradores.
"Estamos esquecidos. Não temos água nas torneiras para o básico e as ruas estão intrafegáveis. O protesto é a única forma de sermos ouvidos", afirmou um dos residentes presentes no local.
Apesar de o movimento ter sido majoritariamente pacífico, o clima esquentou quando o motorista de um veículo tentou furar a barreira montada pelos manifestantes. O episódio gerou um princípio de confusão, com discussões acaloradas e correria. A situação foi contida antes que houvesse agressões físicas graves, mas a Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para mediar o conflito e negociar a liberação da pista.
Até o
fechamento desta matéria, o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) e a
Secretaria de Infraestrutura ainda não haviam emitido um cronograma oficial
para a solução definitiva dos problemas apontados. A PRF permanece no local
monitorando o tráfego, que segue lento na região.


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