As medidas judiciais foram expedidas no âmbito de uma investigação que apura a prática de crimes contra a ordem tributária e associação criminosa, supostamente conduzidos por um empresário atuante no ramo comercial.
A ação é resultado de um trabalho minucioso desenvolvido pela Polícia Civil, com o apoio dos órgãos que integram o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), entre eles, o Ministério Público Estadual (MPAC), a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
As
diligências contaram com a participação de equipes da DEFAZ, bem como das
Delegacias de Xapuri e de Cruzeiro do Sul. Durante as investigações, foram
reunidos fortes indícios de que o principal investigado teria utilizado pessoas
jurídicas registradas em nome de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”,
para a aquisição de mercadorias de alto valor, valendo-se de benefícios fiscais
concedidos à Área de Livre Comércio (ALC), sem o recolhimento dos tributos
devidos.
Os levantamentos apontam ainda que o empresário controlava simultaneamente três empresas utilizadas para movimentação financeira irregular, incluindo a compra de veículos de alto valor entre os anos de 2019 e 2021, incompatíveis com o faturamento declarado ao Fisco.
Os mandados foram cumpridos nos endereços comerciais e residenciais dos investigados, resultando na apreensão de documentos, mídias digitais e bens de interesse da investigação. Por determinação judicial, também foi efetuado o bloqueio de valores que totalizam R$ 951.279,32, visando ao ressarcimento do erário e à futura recomposição dos danos tributários apurados.
O
delegado titular da DEFAZ, Igor Brito, destacou a relevância da operação no
combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro no estado. “Essa ação
representa mais um passo importante da Polícia Civil no enfrentamento aos
crimes tributários e à ocultação de patrimônio obtido de forma ilícita. Nosso
objetivo é proteger os cofres públicos e garantir que todos atuem dentro da
legalidade, contribuindo de forma justa com o Estado. A integração com os
órgãos do CIRA tem sido fundamental para dar robustez e eficiência às
investigações”, afirmou o delegado.


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