Rio Branco, Acre - A manhã
desta terça-feira (21) foi marcada por um intenso embate político na Câmara
Municipal de Rio Branco. O vereador Neném Almeida (MDB) utilizou a tribuna para
proferir duras críticas ao atual secretário de Assistência Social e
ex-vereador, João Marcos Luz, e ao prefeito da capital, Tião Bocalom (PL).
As declarações explosivas
são a repercussão de uma blitz de fiscalização realizada recentemente por
vereadores do MDB no local de armazenamento das madeiras destinadas ao programa
habitacional “1001 Dignidades”. Os parlamentares afirmaram que o material
estaria em estado de "apodrecimento", levantando questionamentos
sobre a gestão do projeto.
Visivelmente irritado,
Neném Almeida não poupou palavras ao dirigir-se ao secretário João Marcos Luz,
em resposta a possíveis contestações.
"Ele é um babão, é um
baba ovo, é um animal ao chamar a gente de mentiroso", disparou o
vereador, elevando o tom da discussão.
O vereador do MDB também
direcionou sua fúria ao chefe do Executivo municipal, Tião Bocalom, citando uma
manifestação do prefeito nas redes sociais.
"E o prefeito vem
dizer nas redes sociais que os três vereadores estão desesperados. Hoje eu
perdi a paciência com o senhor prefeito. Eu nunca chamei o senhor de mentiroso,
mas hoje eu chamo: o senhor é um mentiroso, porque o senhor falou que ia fazer
1.001 casas com dinheiro próprio, não foi com dinheiro do Lula, não”, afirmou
Neném Almeida, atacando o prefeito na questão da origem dos recursos prometidos
para o programa.
O programa “1001
Dignidades”, que visa a construção de moradias populares, tem sido alvo de
controvérsia após a vistoria que revelou o suposto mau estado de conservação
das madeiras. A denúncia dos vereadores, incluindo Neném Almeida, Eber Machado
e Fábio Araújo (MDB), aponta para a deterioração do material, sugerindo prejuízo
aos cofres públicos e atraso na entrega das habitações.
A Prefeitura de Rio Branco
e o secretário João Marcos Luz ainda não emitiram uma nota oficial sobre as
acusações proferidas na tribuna da Câmara. O episódio intensifica a tensão
política entre o Legislativo e o Executivo municipal, colocando o programa
habitacional em destaque na agenda de fiscalização.

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