Rio Branco, AC – O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, deu início a uma investigação rigorosa sobre o caso que chocou a capital acreana: um recém-nascido, dado como morto, durante os procedimentos para o enterro, a família descobriu que o bebê ainda apresentava sinais vitais, se movendo e respirando, momentos antes de ser sepultado.

Para apurar as responsabilidades e as circunstâncias que levaram a essa falha gravíssima, o MPAC oficiou formalmente a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco. O objetivo é requisitar informações detalhadas sobre o atendimento, os protocolos seguidos pela equipe médica e de enfermagem, e as causas que motivaram a emissão do atestado de óbito.

O recém-nascido, que veio a ser declarado como falecido pela equipe da maternidade, apresentou sinais vitais surpreendentes no caixão, pouco antes do enterro, após ter passado um longo período dentro de um saco. A descoberta mobilizou a família e gerou grande comoção, levantando sérias dúvidas sobre a qualidade dos procedimentos e a atenção dispensada na unidade de saúde.

A atuação do Ministério Público, por meio da Promotoria Especializada, visa garantir a proteção dos direitos à saúde e à dignidade tanto do bebê quanto de sua família. O órgão apura se houve negligência, erro médico ou falhas estruturais nos procedimentos da Maternidade Bárbara Heliodora.

O promotor responsável pelo caso deverá analisar os documentos e informações fornecidas para determinar as próximas ações, que podem incluir a instauração de um inquérito civil e, se for o caso, a responsabilização dos envolvidos.

O caso segue em investigação, e a população de Rio Branco aguarda por respostas claras e providências firmes para que episódios de tamanha gravidade não voltem a ocorrer na rede pública de saúde.


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